Novos curadores ocupam o Anhembi

Eles prometem mais de 1.100 horas de atividades culturais

Ubiratan Brasil, O Estado de S.Paulo

10 de agosto de 2010 | 00h00

Depois de anos com uma programação desinteressante e correndo o risco de se tornar um mero mercado de livros, a Bienal Internacional do Livro de São Paulo retoma, em sua 21ª edição, a função de divulgadora de cultura. Melhor: inspirada em eventos semelhantes que acontecem nos Estados Unidos e Japão, vai interagir com a cidade, permitindo que as atrações não se concentrem apenas no Pavilhão do Anhembi, onde a festa principal acontece entre os dias 13 e 22 de agosto (quinta, dia 12, a abertura é só para vips).

"Pretendemos resgatar a grande tarefa da bienal, que é o de estimular ideias", comenta Rosely Boschini, da Câmera Brasileira do Livro (CBL), que organiza o evento, estimada em R$ 30 milhões.. Para isso, uma verdadeira reformulação foi necessária. O primeiro passo foi a formação de uma curadoria formada pelo jornalista e professor Augusto Massi, pelo diretor do Sesc em São Paulo, Danilo Santos de Miranda,e pelo sociólogo e diretor da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, Hubert Alquéres. A eles coube a missão de criar os programas principais da Bienal e, em seguida, o de nomear seus organizadores.

Assim,a Bienal terá como pilares quatro temas principais: Monteiro Lobato, Clarice Lispector,lusofonia e livro digital. "Eles cruzam toda a programação", observa Massi que, junto dos outros curadores, atentou para assuntos que despertam cada vez mais atenção do público, como gastronomia, que vai ter um espaço cultural próprio, "Cozinhando com Palavras", ponto de encontro de chefe críticos gastronômicos.Evento tradicional, o Salão de Ideias vai estimular debates.

"É o espaço onde serão discutidos temas atuais, como direito autoral", comenta Hubert. Com o Sesc, a Bienal terá ainda o projeto Livros pela Cidade, em que 250 exemplares serão deixados em pontos estratégicos (praças, metrôs, shoppings) comum convite para a leitura e,em seguida, deixá-lo em outro ponto."Queremos o livro circulando", diz Danilo.

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