Novo teatro abre as portas com XPTO

Inaugurado em setembro do ano passado com o solo Quadrante, de Paulo Autran, para uma platéia de convidados, o Teatro do Colégio Santa Cruz, no Alto de Pinheiros, abre suas portas neste sábado, com o espetáculo infanto-juvenil Utopia, Terra de Dragões, do grupo XPTO. O projeto arquitetônico do teatro - um investimento de R$ 1,5 milhão - assinado por J.C. Serroni, Edson Elito e Gustavo Lanchini foi premiado na Quadrienal de Praga em 1999. O prédio, de tijolos aparentes, ocupa uma área de 2,3 mil metros quadrados, em meio a um espaço arborizando, no pátio do Colégio Santa Cruz, com estacionamento para 300 veículos. Só uma parte das cadeiras é fixa, no fundo da platéia. As restantes são removíveis, o que permite que o palco ganhe diferentes formatos. Da forma como foi planejado, o teatro pode oferecer tanto um palco de 20 metros de boca, quanto um pequeno palco, para peças intimistas. E essa abertura, claro, ainda pode ser aproveitada cenicamente. Outros recursos facilitam a realização de montagens com grandes cenários e efeitos. O teatro oferece ainda os mais modernos recursos de iluminação e som, além de quatro camarins com capacidade para 25 pessoas. Usada de forma tradicional, a platéia tem capacidade para 500 espectadores. "Mas pode chegar a mil, dependendo do uso", diz Serroni. Também o piso do palco é feito de módulos, que podem ser removíveis. Um teatro com essas dimensões - o pé-direito é de 13 metros de altura - é por si só o cenário ideal para a linguagem visual e exuberante do Grupo XPTO, que abre amanhã a casa. Utopia, Terra de Dragões conta a saga de três palhaços que saem em busca de Utopia, nome de um mundo habitado por cinco dragões. No primeiro lugar que chegam, vive o Dragão dos Espelhos. Nessa terra, os habitantes perderam a capacidade de olhar para seus semelhantes, ficam o tempo todo olhando para sim mesmos, diante do espelho. Ao fim, a mensagem que a peça deixa é a de que a gente vive procurando a utopia, ou o paraíso, o lugar ideal, mas talvez nós mesmos estejamos contribuindo para sua não-existência.

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