Novo repórter do 'CQC' mostra 'vaidade' dos entrevistados

O repórter Warley Santana, 31 anos, do programa Custe o que Custar (Band), promete revelar um comportamento muito peculiar de suas ?vítimas? no quadro Assessor de Imagem. Segundo ele, em nome da ''vaidade'' as pessoas se sujeitam ao impensável, com a promessa de que ficarão ?bem na foto? e crentes de que as câmeras estão desligadas. O primeiro entrevistado no novo quadro foi o deputado federal Sandro Mabel (PR-GO).Logo no início da gravação, o deputado é uma simpatia só ao ver o repórter entrar em sua sala. A entrevista vai começar. Corta. ?Deputado, seria interessante se o senhor estivesse falando ao telefone. (Para parecer que) a gente está entrando, invadindo.? O político faz o que o entrevistador diz e simula que está em uma ligação: ?Tem uma invasão aqui. Invasão na Câmara. Deixa eu desligar?, diz ao aparelho mudo. A entrevista começa. Corta.O assunto é casamento. O deputado chama a mulher de ?minha namorada há 30 anos?. ?Eu achei isso tão interessante, deputado, tenho uma frase sobre casamento: ?No baralho da vida, encontrei apenas uma dama?". Pode gravar. O deputado fala da mulher e, lá no meio de suas respostas, manda ver: ?No baralho da vida, encontrei apenas uma dama.?? E a entrevista segue. Corta de novo. ?Agora, deputado, falando sobre a expansão da fábrica (ele é dono de uma marca de biscoitos), uma frase em italiano: ?Piano, piano se va lontano? (devagar se vai ao longe)". Vem o deputado de novo e, pacientemente, encaixa o ditado em sua fala de forma natural.É assim, interrompendo políticos e celebridades para forjar situações, frases e gestos com a cumplicidade de seus interlocutores que Warley grava as entrevistas. Para não entregar o ouro logo de cara e ter portas fechadas, o programa decidiu gravar uma série de entrevistas do quadro antes de colocá-lo no ar. O deputado José Genoíno (PT) será o próximo. Apesar da aposta ousada, a audiência ainda não responde. O programa, que deu 8 pontos de média semana passada, marcou 4 nesta semana.O quadro tem origem argentina, assim como o programa. Foi uma das brincadeiras de maior repercussão no país vizinho em 2002, repetindo a trajetória do Repórter Inexperiente. ?Foi o quadro mais polêmico na Argentina, rendeu até processos. Depois, entenderam que era uma pegadinha. A gente não quer expor o político, mas a figura política?, fala Warley. O ator paulistano desbancou 25 candidatos para ocupar a vaga do tal assessor de imagem. As informações são do Jornal da Tarde.

AE, Agencia Estado

27 de agosto de 2008 | 13h25

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