Novo 'Planeta dos Macacos' explica início da história

É justo afirmar que "Planeta dos Macacos: A Origem", que estreia sexta-feira no Brasil, se impõe como o blockbuster. O diretor britânico Rupert Wyatt realizou um filme cuja ênfase no macaco principal, César (vivido pelo ator britânico Andy Serkis), torna o aspecto emocional o componente principal da trama. "Planeta dos Macacos: A Origem" é um thriller pipoca inteligente que impressiona pelo realismo dos chimpanzés criados pela união de efeitos especiais e da técnica de "captura de performance". Desta vez, os atores não mais vestem trajes de macacos, como no filme de Tim Burton, em 2001.

AE, Agência Estado

24 de agosto de 2011 | 10h04

É a primeira produção de ação contada do ponto de vista emocional do animal. César é um macaco com qualidades típicas de ser humano, além de possuir um nível de inteligência fora do comum. Sua mãe está entre vários primatas capturados na selva e trazidos para testes em laboratórios de uma gananciosa corporação de pesquisa de medicamentos, em São Francisco.

Após um desastroso acidente envolvendo um dos chimpanzés, o programa experimental é desativado temporariamente por Will Rodman (vivido por James Franco), um cientista honesto que aceitara a crueldade dos testes contra os animais por acreditar estar próximo da cura do Alzheimer, doença que atingiu seu pai, Charles (John Lithgow). Quando Will é obrigado a levar um chimpanzé bebê para casa, César, tem início uma forte relação de confiança entre macaco e ser humano.

Mas a ligação entre cientista e chimpanzé é estremecida após César, em um ataque de agressividade, ser confinado e maltratado junto com outros primatas. Quando César percebe a capacidade de sua mente, de inteligência acima da média, ele arquiteta um sensacional plano de fuga e uma revolução.

Em entrevista, James Franco explica que seu personagem é um cientista bem-intencionado, mas forçado a ir contra seus princípios. "Ele cria César como um filho e, por isso, meu personagem se torna mais humano e menos cientista. Ele está mais preocupado com o macaco do que com o sucesso da droga que estava testando", afirma, acrescentando elogios ao ator que vive o macaco César. "Andy Serkis é tão bom que eu realmente acreditei estar contracenando com um chimpanzé", disse ainda.

Para realizar o longa, o diretor Rupert Wyatt confessou ter visto "uma enorme seleção de documentários e filmes com macacos". Sobre a tecnologia ele explicou: "Quando começamos os trabalhos, tivemos de decidir entre macacos de verdade ou atores vestidos de macacos. Nenhuma dessas opções era a ideal. Percebemos que a técnica de captura de performance seria o único caminho. Este filme só se tornou realidade graças à tecnologia criada para Avatar, de James Cameron", garantiu, durante evento promocional do filme, em Londres. A mesma equipe de efeitos especiais que trabalhou para "Senhor dos Anéis", "King Kong" e "Avatar", Weta, criou os primatas com perfeição para este thriller. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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