Novo filme de Michael Moore vai parar no YouTube

Sicko, documentário sobre a saúde pública em Cuba, cai na rede, mas é retirado

Agencia Estado

07 Junho 2021 | 12h57

Duas semanas antes de sua estréia nos cinemas norte-americanos, o documentário Sicko, de Michel Moore, chegou ao site de vídeos YouTube - mas já foi retirado nesta terça-feira, 19. Pelo menos dois usuários colocaram no popular site de vídeos uma versão do filme com 124 minutos, dividido em 14 partes consecutivas - na pré-estréia, no Festival de Cannes, Sicko tinha 113 minutos. Na semana passada, uma versão pirateada, com qualidade bastante boa, estava disponível pelo software de compartilhamento de arquivos BitTorrent e em sites do tipo P2P. Na segunda-feira, Sicko continuava disponível no YouTube. Outras versões Uma versão carregada no fim de semana tinha sido vista entre 500 e 600 vezes, por trecho. Muitas pessoas não vêem o filme inteiro - um dos primeiros segmentos tinha sido visto quase 1,7 mil vezes. Outra versão, colocada no sábado, atraía 200 a 300 espectadores por segmento, mas os primeiros 10 minutos foram exibidos mais de 1, 2 mil vezes. A produtora Weinstein Co. está distribuindo o documentário, que custou US$ 9 milhões, com a Lionsgate, mas arcando com todos os gastos de divulgação e outros que não tenham relação com a distribuição física das cópias às salas de cinema. Posição de Moore Uma fonte da Weinstein disse que a produtora já contratou vários escritórios especializados em lidar com a pirataria, que estão adotando "uma abordagem muito agressiva para proteger o filme". Procurado na noite de domingo, um assessor de imprensa da Weistein disse não saber da presença integral de Sicko na internet. Em entrevista em julho de 2004 ao jornal escocês Sunday Herald, Moore disse: "Não concordo com as leis de copyright e não tenho problema com o fato de as pessoas baixarem o filme e compartilhá-lo, desde que não tentem lucrar com meu trabalho. Eu seria contra isso. Já faço o bastante, e fiz esse filme porque quero que o mundo mude. Quanto mais gente vê-lo, melhor, então estou feliz por isso estar acontecendo." A Lionsgate e o YouTube não se manifestaram. ´Sicko´ Sicko faz um duro ataque ao sistema de saúde pública dos EUA, analisando o sistema que funciona em Cuba. Para filmá-lo, Moore viajou a Cuba com três voluntários que haviam trabalhado nas ruínas do World Trade Center, em Nova York, depois dos ataques de 11 de setembro de 2001. Segundo ele, os voluntários sofrem de problemas de saúde depois de atuarem naquele local e têm dificuldade de acesso aos tratamentos públicos. Moore diz tê-los levado de barco até a base naval norte-americana de Guantánamo, que fica encravada no leste de Cuba e onde Washington mantém suspeitos estrangeiros de terrorismo - para ver se eles receberiam o mesmo atendimento médico gratuito dos detentos. Após serem barrados, eles decidiram ver que tipo de atendimento médico encontrariam em Cuba, país que tem um governo comunista que se orgulha da qualidade de seus hospitais. Moore dirigiu, entre outros, Fahrenheit 9/11, documentário sobre os atentados de 11 de Setembro que virou febre mundial e Tiros em Columbine, de 2002, que questiona o interesse da população norte-americana por armas e ganhou o Oscar de Melhor Documentário.

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