Novo centro cultural no velho cinema

Palhaços fazem show de graça na marquise que se transforma em minipalco, na altura do mezanino. Da calçada, dá para ver, pelas vidraças, casais rodopiando em aulas de dança de salão no térreo ou ensaios de balé no 2º andar. E tudo isso é apenas um convite para entrar e aproveitar o que promete a Galeria Olido, o mais novo centro cultural de São Paulo, que será inaugurado até o fim do mês, na região central. A galeria está instalada em cinco pavimentos, entre o térreo e o 3º andar do prédio do antigo Cine Olido, na esquina da Avenida São João com a Rua D. José de Barros. Com 9 mil m2, o espaço vai reunir dança, cinema, teatro e exposições. "É mais um passo na revitalização do Centro. A atividade cultural vai ter um papel importante para a região", disse o secretário municipal da Cultura, Celso Frateschi. A obra, de R$ 2,5 milhões, será paga pelos donos do edifício. A Prefeitura pagará 1% desse valor por mês, como aluguel. "Temos colaboradores também, mas precisamos de mais parcerias", disse o secretário. O projeto é assinado pela arquiteta Sylvia Moreira, mulher de Frateschi, que doou o trabalho. No térreo, vai funcionar o maior telecentro da Cidade, equipado para atender 500 pessoas por dia, com acesso à internet e cursos de informática gratuitos. O térreo terá ainda um posto do Museu da Cidade, para coleta de depoimentos sobre São Paulo, e outro do Anhembi, para turistas. A Vitrine da Dança vai garantir o charme do andar. Com os janelões voltados para a rua e suas floreiras na calçada, será usada não só para cursos de dança de salão ou tai chi chuan. Terá apresentações de samba e hip hop, além de bailes.

Agencia Estado,

06 de agosto de 2004 | 12h58

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.