Novo álbum de Dianne Reeves tem repertório eclético

O mais recente CD de Dianne Reeves, "When You Know", lançado aqui pelo selo EMI, tem um repertório mais eclético que o de "Good Night, and Good Luck". O disco é marcado por canções que tiveram certa repercussão popular nos anos 1960 e 1970 - o disco traz, por exemplo, um grande sucesso do início de carreira do grupo The Temptations na Motown, "Just My Imagination" ("Running Away With Me", 1971), além da bossa "Once I Loved" ("Amor em Paz"), de Tom Jobim, gravada originalmente por Astrud Gilberto.

AE, Agência Estado

18 de setembro de 2012 | 10h44

Dianne Reeves, que conhece bem esses registros, não busca a imitação, mas uma maneira singular de falar de sentimento amoroso sem apelar para o "camp". O delicado arranjo de "Once I Loved", por exemplo, promove a interação entre voz e violão de forma minimalista. Outro exemplo de canção gravada inúmeras vezes, o tema do filme "Crown, o Magnífico" ("The Windmills of Your Mind"), composto por Michel Legrand, ganha na voz da intérprete uma versão ascensional, feita com a ajuda do violão acústico de Lubambo e do violino de Sarah Thorntable.

A cantora, que se apresentará no Rio (dias 24 e 25, no Teatro Oi/Casagrande) e depois em São Paulo (dia 26, no Teatro Bradesco/Shopping Bourbon), cercou-se de músicos com os quais tem uma convivência familiar. Além de Lubambo estão no disco o primo pianista George Duke, que assinou os arranjos ao lado do violonista brasileiro e do pianista Billy Childs. Cada uma das dez canções que integram o repertório de "When You Know" pertence a um gênero diferente - a composição de Reeves, "Today Will Be a Good Day", tem sotaque blueseiro e "Social Call" é uma espécie de homenagem a Sarah Vaughan, a referência máxima de uma intérprete que poderia ter seguindo um caminho mais seguro depois de "Good Night, and Good Luck", mas preferiu permanecer fiel à diversidade e à fusão.

MELHORES MOMENTOS

Nascida há 56 anos em Detroit, Michigan, Dianne Reeves teve como mentor seu tio Charles Burrell, contrabaixista da Sinfônica de Denver, que a introduziu na cena jazzística. Desde 1982, quando iniciou a carreira solo com "Welcome to Love", ela já gravou 19 CDs, além de ter participado como convidada em discos de Djavan e outros. Dessa coleção, os melhores são: "The Calling" (de 2001, dedicado a Sarah Vaughan), e "Good Night, and Good Luck" (2005), o mais sofisticado. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

DIANNE REEVES

Teatro Bradesco (Rua Turiassu, 2.100, Shopping Bourbon). Dia 26, às 21 h. De R$ 60 a R$ 150. Vendas: 4003-1212 ou na bilheteria.

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