Novela da Record já tem autor, José Louzeiro

O escritor José Louzeiro e um grupo de seis roteiristas vão escrever Metamorphoses, nova novela da Record, sob o pseudônimo de Charlote K. Segundo Louzeiro, "Charlote K. vai fazer parte da história da novela. Será o pseudônimo de um ator ou de uma atriz. Não posso falar mais nada porque não estou autorizado." Durante coletiva de lançamento da novela, na semana passada, Arlette Siaretta, dona da Casablanca, produtora parceira da Record e das idéias mirabolantes do folhetim, apresentou-se como autora da novela. Foi ela quem idealizou toda a história que vai ao ar a partir de 8 de março, às 20 horas. Mas, quando questionada sobre quem escreve os diálogos e as cenas, Arlette desconversou. Seu nome deve aparecer como produtora nos créditos de abertura. José Louzeiro conta que havia sido convidado para escrever a novela antes do episódio de Mário Prata - que se desentendeu com a produtora e abandonou o projeto - mas não pôde aceitar. "Sou cliente do Incor... Estava com problemas no coração, mas agora melhorei." Mário Prata, que até sugeriu outro título à novela (Jóia Rara), deixou o time porque não concordou com mudanças radicais em seu texto. A jóia em questão, obra do francês George Bracque, será um dos fios condutores da trama, ao lado da cirurgia plástica. De acordo com Louzeiro, serão várias as operações plásticas na trama, que será ambientada em uma clínica, a Metamorphoses. A cirurgiã Circe (Lygia Cortez) será casada com Takashi, vivido pelo ator japonês Kissei Kumamoto. Para salvar o marido, terá de fazer uma cirurgia no chefe da máfia. Perseguida por criminosos, tomará o lugar da irmã Diana (Luciene Adami), que morrerá em acidente de carro. Assim, Circe passará por um transplante de face e receberá os tecidos de Diana. José Louzeiro escreveu, entre outras obras, Lúcio Flávio, Passageiro da Agonia (livro que virou filme pelas mãos de Hector Babenco) e o livro que deu origem ao longa Pixote, a Lei do Mais Fraco. Seu último livro é O Anjo da Fidelidade, biografia de Gregório Fortunato, guarda-costas de Getúlio Vargas.

Agencia Estado,

11 de fevereiro de 2004 | 11h42

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