Novas tecnologias para a imagem

Ontem pela manhã, Carlos Saldanha ainda estava em Abu Dhabi, ou regressando de lá. Todas as tentativas de comunicação esbarravam na caixa postal. No fim de semana, ele participou com James Cameron, o diretor de Avatar, de um simpósio internacional para discutir novas tecnologias da imagem. Cameron criou programas avançados para colocar na tela o universo exuberante de Avatar. Saldanha não foi menos ousado no seu Rio de animação, que inclui praias, florestas e o maior show da Terra (o desfile da Sapucaí, leia texto ao lado).

Luiz Carlos Merten, O Estado de S.Paulo

17 de março de 2011 | 00h00

Na terça-feira, na coletiva de Rio, Saldanha com certeza repetirá o que já disse para o repórter do Estado. Rio é, de longe, a mais complexa e trabalhosa de suas animações. E, embora, como cena isolada, a do sambódromo tenha sido a mais complicada, o problema das plumas não foi menos difícil de resolver. É verdade que ajudou bastante o fato de Saldanha e seus animadores já terem enfrentado antes o desafio de criar os pelos para o trio de protagonistas de A Era do Gelo - a preguiça, o mamute e o tigre-dentes-de-sabre.

Os pelos foram adaptados para plumas e elas são mais macias, sedosas e coloridas do que você jamais viu numa tela de cinema. Você vai sentir o vento agitando as plumas de Blu, a arara-azul macho de Saldanha, quando ela voa de asa-delta. Definindo o conceito geral de Rio, Saldanha resume: "Queria mostrar esse impacto que o Brasil dá quando você chega pela primeira vez, essa coisa da cor, da música, da diversidade, da floresta, do mar. Essas misturas, os contrastes que o Brasil tem e que são muito difíceis de ver lá fora. Queria trabalhar em cima disso e criar uma história em torno disso." O desafio está lançado.

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