NOVAS PERSPECTIVAS DA ARTE BRASILEIRA LÁ FORA

Exposição de Waltercio busca compreensão nos EUA

O Estado de S.Paulo

05 Fevereiro 2013 | 02h09

Como diz Waltercio Caldas, "falta aos agentes que deveriam ter a função de promover a arte brasileira lá fora procurar dar mais contexto para que as pessoas de fora pudessem ter mais noção da complexidade da nossa cultura e da nossa arte". A exposição do artista foi pensada justamente para preencher uma lacuna, a de contextualizar sua produção à compreensão do público norte-americano.

"Fora do Brasil, Waltercio é visto como um minimalista, mas ele escapa disso. Ele é de uma geração experimental", afirma Barreiro, diretor da Fundação Cisneros/Coleção Patricia Phelps de Cisneros, baseada em Nova York e Caracas. Waltercio Caldas já participou de Bienais de Veneza e de mostras importantes no exterior, tem uma posição estável no mercado de arte, é figura-chave brasileira, mas ainda faltava uma ação mais completa nos EUA.

Apesar de Pérez-Barreiro dirigir a Fundação Cisneros, uma das mais importantes em se tratando de arte latino-americana, a mostra de Waltercio Caldas nada tem a ver com a instituição. O curador, antes de seu atual cargo, trabalhou no Blanton Museum de Austin (e nessa ocasião se deu início ao projeto da exposição do carioca) e foi curador da 6.ª Bienal do Mercosul em 2007, da qual Waltercio participou.

Entretanto, Pérez-Barreiro contou alguns projetos da Cisneros dos quais o Brasil vem tendo papel importante. Na atual mostra que a coleção exibe no Museu Reina Sofia de Madri, Invenção Concreta, brasileiros triunfam, entre eles, os Objetos Ativos de Willys de Castro, que ganharam sala especial. Se Willys é a "bola da vez" brasileira, Barreiro afirma que o escultor Franz Weissmann "também tem força para ser revisto". A Cisneros fez ainda uma parceria para ceder algumas de suas obras, em comodato, ao Reina Sofia - e o neoconcretismo brasileiro é um dos trunfos dessa troca. Mas em relação à arte contemporânea, diz o diretor, o Brasil não é prioridade para a Cisneros. "Estamos olhando para América Central, Peru e Equador", diz ainda. / C.M.

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