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Novas autoras alemãs são pop

E três delas terão suas obras discutidas em encontros no Instituto Goethe

João Wady Cury, O Estado de S.Paulo

23 de agosto de 2018 | 02h00

A nova dramaturgia alemã tem mulheres na ribalta e o tom é pop, tocando temas que vão da juventude desgovernada a relacionamentos. E três delas terão suas obras discutidas em encontros no Instituto Goethe. Batizado Dramatik!, começa quarta, 29, em torno de E Agora: O Mundo!, de Sibylle Berg, de 2013. Seguem-se, em 26 de setembro, Mameloschn: Língua-Mãe, de Sasha Marianna Salzmann, de 2012, e em 31 de outubro, Tremor, de Maria Milisavljevic, de 2017. Aliás, o Goethe tem uma base de obras teatrais em diversos idiomas, inclusive o português, aqui.

Chega mais, Will

Lá vem novidade da boa. A versão do diretor Paulo de Moraes para Hamlet, do Bardo inglês, chega a São Paulo depois de mais de 100 apresentações no Rio de Janeiro e outras cidades brasileiras. A montagem, com Patricia Selonk como o, por vezes, abilolado e transtornado príncipe da Dinamarca. Será no Centro Cultural São Paulo a partir de 28 de setembro. 

 

Dada a largada

E o mesmo CCSP lançou esta semana o edital para a 5.ª Mostra de Pequenos Formatos, que seleciona até três textos e financia suas montagens até R$ 70 mil. O prazo segue até 21 de setembro. Importante saber que nas quatro edições anteriores a mostra revelou as dramaturgias de vários nomes desconhecidos da cidade de São Paulo.

Parlapas Fanfarrões 

Foram mais de 60 espetáculos em 27 anos de vida e as comemorações se iniciam dia 4 de setembro e seguem até o dia 23. A mostra Parlapatões: Sortidos & Variados comemora com nove peças a trajetória do grupo da Roosevelt com montagens recentes, como O Rei da Vela, e clássicas como PPP@WllmShkspr.BR.

Farewell 

Otavio Frias Filho, falecido anteontem, não legou somente seus textos dramatúrgicos ao teatro. É dele um ensaio em que vai embutida uma das mais sensíveis e precisas definições sobre o que é ser ator e atriz, como vivem estes e sua missão – no livro Queda Livre. “Atores ganham mal, se alimentam mal, dormem tarde, tomam comprimidos, primeiro para vencer a insônia, depois para derrotar o efeito dos primeiros comprimidos. Envolvem-se em confusões financeiras, vivem desempregados entre um trabalho e outro, estão sempre mudando de camarim, de hotel, de cidade. Sua casa é o tablado, sua família sempre provisória é a trupe. Estando mais expostos ao contato íntimo dos demais seres humanos, eles se apaixonam mais vezes, o que significa que passam mais vezes pelas dores do desamor. Apesar disso, sua profissão é não apenas sagrada por elevar nossas mentes ao entendimento maior do mundo, mas tão prazerosa que todos os dias pessoas abandonam tudo para se entregar a esta vida que permite viver todas as outras.”

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