Nova obra traz mergulho na alma

Ray Bradbury é lembrado pelas distopias que marcam suas principais obras. Mas ele também se voltou para o passado com a mesma competência, como no livro Licor de Dente-de-leão (tradução Ryta Vinagre), lançado agora pela Bertrand Brasil.

UBIRATAN BRASIL, O Estado de S.Paulo

15 de junho de 2013 | 02h12

Trata-se de uma obra publicada em 1957, após Fahrenheit 451. Aqui, ele se fixa no verão de 1928, momento marcante na vida do garoto Douglas Spaulding, de 12 anos. Importante porque ele passa a questionar filosoficamente a vida, descobrindo sua finitude e também a larga possibilidade de expansão pessoal.

Bradbury oferece descrições poderosas, ao mesmo tempo em que revela outros tipos fascinantes como o inventor que redescobre o prazer de viver ao construir uma máquina da felicidade; ou o jovem repórter que se apaixona por uma idosa de 95 anos.

O autor criou, anos depois, outros seres misteriosos em Uma Estranha Família, já lançado no Brasil. Novamente, utiliza seus seres diferentes para tratar de assuntos terrenos, como amor e perda, vida e morte, e até a dor da mortalidade.

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