Nova joia brilha na ''princesinha do mar''

Projeto do novo Museu da Imagem e do Som é ''menina dos olhos'' do bairro

Jotabê Medeiros, O Estado de S.Paulo

29 de agosto de 2010 | 00h00

Belos projetos estavam na parada, mas o que ganhou é ainda mais fascinante.

"Esse projeto achou a gente!", comemora a secretária de Estado da Cultura do Rio de Janeiro, Adriana Rattes, que explica: "Os arquitetos do projeto vencedor não concorriam na primeira fase. Mas como nós não ficamos totalmente satisfeitos com o resultado, acabamos aceitando novas inscrições." Foi assim que os americanos do escritório Diller, Scofield + Renfro apresentaram aquilo que já está sendo tratado como a mais nova pérola da Princesinha do Mar, Copacabana: o novíssimo Museu da Imagem e do Som, edifício de 8 mil m², que está em obras e deve ser inaugurado até 2012.

Para a administração carioca, o novo museu vai contar a história cultural do Rio aos passantes com todas as mais modernas técnicas. "Queríamos algo que tivesse um impacto visual na paisagem, que propusesse uma inovação", afirma Adriana. "O edifício permite mais que isso: é a arquitetura se apresentando como um tema da cultura que provoca reflexão."

O governo do Rio de Janeiro vai investir algo em torno de R$ 85 milhões no edifício, e vê o museu como uma âncora da revitalização do bairro - parte de uma ação coordenada que começou com a pacificação das favelas. "Copacabana enfrentava um processo de gradação muito sério nas últimas décadas. A cultura vai ser o princípio de renascimento, porque a história do Rio de Janeiro é marcada pela presença da arte. Os avanços sociais e políticos são todos marcados por movimentações de vanguarda na música, no cinema, na TV, no rádio, na fotografia", analisa. O MIS vai potencializar o acesso à história da bossa, do carnaval, do samba, do Cinema Novo.

A partir de um vislumbre básico, a superposição de dobraduras de papel, nasceu a ideia da arquiteta Elizabeth Diller. Grandes rampas e escadas com jardins suspensos, configuradas como uma extensão do calçadão, convidam os passantes a percorrer o museu. Salas de exposições permanentes e temporárias, um café e um cinema no terraço, um restaurante panorâmico no terceiro piso, um piano bar no segundo, auditório no subsolo: o novo prédio, no terreno onde era a Boate Help, já começa a ocupar um terreno cuja desapropriação custou R$ 18 milhões.

O acervo virá do velho MIS do Rio, que já tem 45 anos de existência e abriga acervos como o da Rádio Nacional, 22 coleções com mais de 10 mil peças e 1.300 metros lineares de documentos. "Será um ponto de encontro confortável, ideal para qualificar o turismo e revitalizar o bairro."

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