Nova edição da 'Monolito' é dedicada ao paulistano Mauro Munhoz

Nova edição da 'Monolito' é dedicada ao paulistano Mauro Munhoz

Arquiteto é autor de projetos conhecidos, como o Museu do Futebol no Estádio do Pacaembu

CAMILA MOLINA - O Estado de S.Paulo,

28 de junho de 2012 | 03h10

Revista monográfica especializada em arquitetura, a Monolito, editada pelo urbanista e arquiteto Fernando Serapião, tem seu novo número dedicado ao paulistano Mauro Munhoz. Autor de projetos bastante conhecidos, como o Museu do Futebol no Estádio do Pacaembu e a Hamburgueria Nacional, na capital paulistana, os estúdios de cinema de Paulínia e o Haras Polana, em Campos do Jordão, Munhoz também é lembrado como um dos criadores da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) - na cidade fluminense que hoje abriga dois projetos seus, o de revitalização da Praça da Matriz e o da biblioteca-parque.

O lançamento do número 9 da Monolito coincide com o início da 10.ª edição da Flip, uma espécie de "casa" de Munhoz, que começa na quarta-feira. "Ele ajudou a criar a Flip como uma estratégia urbanística para colaborar no desenho dos espaços públicos de Paraty", afirma Serapião. No dia 6, das 13h às 14h30, um debate com o editor da revista, o arquiteto homenageado e com o crítico Guilherme Wisnik acontecerá na Casa da Cultura do centro histórico de Paraty, para marcar a apresentação da nova Monolito.

"Sempre tratamos arquitetura como cultura e não como algo técnico e chato", diz Serapião. Já foram temas de edições da revista, bimestral, o Instituto Inhotim, centro de arte contemporânea e paisagismo abrigado em Brumadinho (MG), a habitação social em São Paulo e o concurso realizado pelo Instituto Moreira Salles para a criação de sua nova sede paulistana. Mas há números que se dedicam à obra de um profissional, como esta que apresenta o trabalho de Mauro Munhoz. "Quando tratamos de um arquiteto, preferimos dar destaque àqueles cuja produção está quase na 'crista da onda', mas ainda não são consagrados como um Niemeyer, sobre quem já se fez dezenas de livros", diz Serapião, que criou a Monolito em parceria com sua mulher, a publicitária Alessandra Serapião.

Para fazer o "perfil" de Mauro Munhoz, que abre a edição da revista, Fernando Serapião acompanhou o arquiteto na maratona da Flip do ano passado. Munhoz é formado pela USP (1977/82) e teve seu trabalho de conclusão de curso orientado por Vilanova Artigas. Mas antes de completar a graduação, o arquiteto passou uma temporada nos EUA, onde visitou as obras de Frank Lloyd Wright. E, residindo em Nova York, trabalhou na execução do apartamento da atriz Diane Keaton. Dessa experiência americana vem uma das definições de Serapião sobre o trabalho de Munhoz, o de ser autor de "primorosas casas de madeira com sotaque wrightiano".

A Monolito de número 9 continua com um ensaio fotográfico em preto e branco realizado por Nelson Kon a partir da construção de uma casa em São Paulo projetada por Munhoz - o fotógrafo também é autor das imagens de outras obras do arquiteto, assim como a fotógrafa Ana Ottoni. Há, ainda, textos da crítica Dominique Gauzin-Müller, do editor da Companhia das Letras, Luiz Schwarcz (sobre a relação arquiteto-cliente) e do professor Paulo Fujioka.

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