Notting Hill e o culto das celebridades

Um Lugar Chamado Notting Hill

LUIZ CARLOS MERTEN, O Estado de S.Paulo

17 Outubro 2012 | 03h12

15H40 NA GLOBO

(Notting Hill). EUA, 1999. Direção de Rogers Michell, com Hugh Grant, Julia Roberts, Hugh Bonneville, Emma Chambers, James Dreyfus, Rhys Ifans.

Comédia romântica que fez grande sucesso de público. Julia Roberts, num papel sob medida, é a estrela de cinema que invade a vida do livreiro Hugh Grant. Os amigos dele compõem uma galeria muito divertida - e expressam a ambivalência dos intelectuais e a fascinação das pessoas comuns pelas 'celebridades'. Reprise, colorido, 124 min.

Esperando Pelas Nuvens

22 H NA CULTURA

(Waiting for the Clouds). Alemanha/França/Grécia/Turquia, 2003. Direção de Yesim Ustaoglu, com Rüçhan Caliskur, Ridvan Yagci, Dimitris Kaberidis.

O horário da Mostra resgata um filme pouco conhecido, mas que possui valores estéticos e políticos muito fortes. Por volta de 1970, a instabilidade na URSS, que ainda existia, se reflete na vizinhança e há tensão entre turcos e gregos. As duas culturas coexistiram até a queda do Império Otomano. O clima de disputa atinge mulher numa vila de pescadores, e é por meio dela que se desenvolve o drama. A emissora reprisa o filme dublado na sexta-feira. Colorido, 53 min.

Novo no Pedaço

23 H NA REDE BRASIL

(The New Guy). EUA, 2001. Direção de Edward Decter, com DJ Qualis, Lyle Lovett, Edie Griffin.

Garoto que sofre bullying na escola é expulso e, ao cabo de alguns quiproquós, vai preso. Na cadeia, encontra um mentor que o leva a encarar seus problemas e, na escola seguinte, ele vira ídolo da turma. Tudo vai bem até que surge um antigo colega, que o desmascara. E agora? DJ Qualis tem seu público e é para ele que o programa se dirige. Reprise, colorido, 89 min.

O Chacal

23H15 NA RECORD

(The Jackal). EUA, 1997. Direção de Michael Caton-Jones, com Bruce Willis, Richard Gere, Sidney Potier, Diane Venora, Tess Harper, Jack Black.

No começo dos anos 1970, Fred Zinnemann transformou o best- seller O Dia do Chacal, de Frederick Forsyth, num thriller de prestígio mas gélido, como se a trama se passasse dentro de um freezer. A nova versão muda tudo, mas mantém o essencial - o embate de gato e rato entre assassino que domina a arte do disfarce e policial que o persegue. O filme foi recebido a pancadas pelos críticos - saudosos do velho 'clássico'. Mas, assim como o filme antigo não é tão bom, o mais recente não é tão ruim. Na verdade, é bom. Reprise, colorido, 82 min.

O Louco

0H30 NA TV BRASIL

Venezuela, 2007. Direção de Belén Orsini.

O venezuelano Simón Rodriguez, chamado El Loco, foi precursor dos movimentos de emancipação política na América Latina. Ele influenciou, com seu pensamento, o próprio Simón Bolívar. O documentário de Belén Orsini tenta dar conta dessa personalidade que foi importante na (r)evolução do continente. Reprise, colorido, 52 min.

TV Paga

Zorba o Grego

14 H NO TCM

(Zorba the Greek). EUA/Grécia, 1964. Direção de Michael Cacoyannis, com Anthony Quinn, Alan Bates, Irene Papas, Lila Kedrova, George Foundas.

Com os defeitos que possa ter, a admirável série de tragédias do grego Cacoyannis (Electra, As Troianas e Ifigênia) representa o que de melhor se produziu no gênero, no cinema mundial. Mas o maior sucesso do autor foi esta outra adaptação - do livro de Nikos Kazantzakis sobre camponês hedonista que ensina a intelectual inglês (e reprimido) como viver a vida sem culpa. Oscars de fotografia (Walter Lassally) e atriz coadjuvante (Lila Kedrova, no papel de uma velha prostituta que está morrendo). Mas você não vai se esquecer da trilha memorável de Mikis Theodorakis. Nem do elenco - Quinn, Alan Bates, Irene Papas e Lila são admiráveis. Reprise preto e branco, 146 min.

Luzes da Ribalta

19H35 NO TELECINE CULT

(Limelight). EUA, 1952. Direção e interpretação de Charles Chaplin, com Claire Bloom, Buster Keaton.

Palhaço decadente acolhe bailarina que sofreu acidente e não consegue dançar. O sentimentalismo sempre fez parte do estilo de Chaplin, criador de Carlitos, aqui não impede que ele crie um de seus mais belos filmes - um verdadeiro testamento sobre a permanência da arte. Reprise, preto e branco, 145 min.

Contra Todos

22 H NO CANAL BRASIL

Brasil, 2004. Direção de Roberto Moreira, com Leona Cavalli, Sïlvia Lourenço, Ailton Graça, Giulio Lopes, Gustavo Machado.

Na periferia de São Paulo, pastor evangélico bate na filha rebelde, é amante de colega de culto e, para completar a mentira que é sua vida, usa a fachada da religião para esconder que é assassino de aluguel. O mais duro ataque do cinema brasileiro aos evangélicos situa-se na contramão de Santa Cruz, de João Moreira Salles, de 2000, que tenta entender de que forma o culto permitiu/permite a integração social de camadas excluídas. Um bom aquecimento para Éden, de Bruno Safadi, que poderá ser visto na Mostra (e no qual João Miguel faz outro pastor de filme de terror). Reprise, colorido, 95 min.

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