Notas 7

Se há um meio em que não há crise, é o jazz. Aqui, os nomes que farão 2012 vingar

ROBERTO MUGGIATI, ESPECIAL PARA O ESTADO, O Estado de S.Paulo

07 de janeiro de 2012 | 03h09

Não são palpites aleatórios. Nossa escolha coincide, no geral, com o consenso na cena do jazz. As apostas para 2012 refletem a biodiversidade do jazz atual. Homens e mulheres de variadas origens e etnias trazem contribuições originais ao estilo nascido há mais de cem anos nos pantanais da Louisiana. Vieram de tão longe como o Quirguistão, Israel, Dinamarca. Outros têm nas veias o sangue africano ou asiático (Coreia, Índia). Trata-se de um trio, um saxofonista, uma trombonista, um trompetista, um pianista, um violinista e um cantor. Muitos abriram caminho através de duas instituições que já se tornaram referência do jazz: a Berklee School of Music, em Boston, e o Concurso Internacional do Instituto Thelonious Monk. E tiveram seu valor aferido pela revista que, há 77 anos, tem sido o barômetro do talento no jazz, a DownBeat. As idades vão de 19 a 38 anos. Têm uma vida à frente e já possuem currículo invejável: muitos começaram a dedilhar um instrumento antes de se alfabetizar. De certa modo, representam o lado bom da globalização. Se 2011 foi para o mundo um ano de crise econômica e de conflitos sociais, na área musical, ele só trouxe harmonia e criatividade, que se deve, em grande parte, a essa legião de jovens que manteve a proposta original e o sopro de vida do jazz.

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