Nosso lar tem também efeitos estrangeiros

Um dos atuais campeões de bilheteria do cinema nacional, Nosso Lar, de Wagner Assis, é também um campeão de efeitos especiais. Foram centenas de planos com algum tipo de efeito.

, O Estado de S.Paulo

26 de setembro de 2010 | 00h00

Para tornar real o mundo depois da morte relatado por Chico Xavier em seu livro ditado por André Luiz, Assis sabia que ia necessitar de efeitos, muitos efeitos. O cinema americano domina a área com desenvoltura, o que não acontece por aqui, onde, além de não dominar tecnologias de ponta nessa área de produção, o cinema brasileiro tem o hábito de só timidamente recorrer a elas.

Efeitos são habitualmente responsáveis por boa parte do investimento de um filme. O projeto vingou, no entanto, quando interessou a uma empresa do Canadá, e o próprio governo daquele país, que barateia custos ao subsidiar a produção estrangeira.

Com isso, a previsão de custos de Nosso Lar subiu e ultrapassou os R$ 10 milhões gastos na produção de Lula, o Filho do Brasil, atingindo a cifra de R$ 18 milhões.

O resultado é plenamente satisfatório, ao menos do ponto de vista de bilheteria - o filme aproxima-se dos 3 milhões de espectadores, que não se importam com algumas falhas dos efeitos. Como as cidades espirituais ao redor dos planetas, que mais se parecem com maquetes rodeadas por aerobus.

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