Nosso chinês é melhor?

Será que Lula aprendeu mandarim? A pergunta corria no salão nobre do Itamaraty, anteontem, quando o presidente não só ignorou os fones de ouvido, enquanto Hu Jintao discursava, como ainda cochichou com Celso Amorim.

, O Estado de S.Paulo

17 de abril de 2010 | 00h00

Distrações à parte, o terremoto na China obrigou o presidente visitante a encurtar sua estada de quatro dias para um e meio. Na definição de um diplomata, a saída teve "um gostinho de revanche".

Explicação: Lula, em maio passado, foi à China para ficar quatro dias e voltou no segundo, tendo passado mais tempo na Turquia que no país de Hu Jintao.

Agenda encurtada, Eike Batista, que já acertou com os chineses investimento de US$ 5 bilhões em Porto Açu, não conseguiu assinar o acordo em Brasília. Como previsto.

Nosso chinês 2

Causou estranheza, também, Lula afirmar que o Brasil abrirá consulado em Cantão, na China. Como a promessa se arrasta desde 2004, não faltou quem lembrasse que, nesses quatro anos, o Brasil já abriu representações em Mauritânia e Serra Leoa. E a China, uma no Rio, cumprindo sua parte do que foi acertado.

Atento ao episódio, houve quem evocasse frase do ex-embaixador chinês no Brasil, Chen Duqin: "O Brasil não vende para a China. A China é que compra do Brasil".

Tristeza tem fim?

O resgate do voo Gol 1907 na Floresta Amazônica - que se chocou com um Legacy da Embraer - vai para a telona. O documentário Somos Heróis mostra os 54 dias de socorro às vítimas.

Meno Male

As enchentes do Rio não chegaram a afundar compras em shoppings. Segundo o Ibope Inteligência, o movimento caiu 46% na segunda, dia 6, e 19% no dia seguinte.

Bola dentro

Oito times de futebol society brasileiros vão disputar nos dias 1 e 2, em São Paulo, a Brahma Cup. Trata-se de etapa preliminar do Global Beer Champions, que acontece na África do Sul, em paralelo à Copa.

Deste torneio sairá o representante do Brasil, que vai enfrentar, em junho, os escolhidos de outros dez países.

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