Nos papéis principais, atores baianos

Se você pensa que é impossível um brasileiro adulto desconhecer as músicas de Tom e Vinicius, especialmente as listadas acima, está enganado. Baiana, Aline Nepomuceno, a atriz que interpreta Eurídice, jamais tinha escutado boa parte delas.

Roberta Pennafort, O Estado de S.Paulo

07 de setembro de 2010 | 00h00

"Só conhecia as que tocaram em novela. Cresci ouvindo Rita Lee, Raul Seixas, Tim Maia..." Dois meses depois, quanta diferença! Aline, que saiu de Salvador e está morando no Morro do Vidigal, grudou o ouvido no MP4, ensaiou, ensaiou, e já se sente confortável não só com as canções, mas com o universo de Orfeu.

Aderbal trouxe da Bahia não só Aline, mas os outros dois atores principais: Orfeu é interpretado por Érico Bras, o divertido Reginaldo do filme e da série da Globo Ó Paí Ó, dirigidos por Monique Gardenberg (Aline participou só da série; era Dandara).

Destaque do Bando de Teatro Olodum, de onde também saiu Lázaro Ramos (ele foi convidado para ser Orfeu, e como não podia, o indicou a Aderbal para as audições), Bras está encantado com a oportunidade.

"Talvez fosse mais fácil para um carioca, porque nós viemos de outra realidade musical. Mas fizemos um mergulho no universo de Tom e Vinicius. Foi fenomenal!" Quem vive Mira, a antagonista, é a também baiana Jéssica Barbosa.

São 16 atores negros em cena, dois a menos do modo como Vinicius idealizou. O que Aderbal deseja é que o novo Orfeu possa se tornar um marco do teatro, tal qual o original.

"Existem outros musicais brasileiros, mas a maioria vem de fora. Nos americanos, o público conhece uma ou outra música. Aqui, vai cantar quase tudo", afirma o diretor.

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