Nos palcos, Claudia Jimenez faz rir até do amor

Ela passou por todos as etapas na vida de um ator. Do começo difícil nos teatros cariocas chegando ao estrelato como a inesquecível Cacilda, da Escolinha do Professor Raimundo, do Chico Anysio. Sem contar os papéis importantes em novelas como Torre de Babel e As Filhas da Mãe, além da impagável Edileuza, de Sai de Baixo, todas na Rede Globo. Até que em 2000, Claudia Jimenez, 45 anos, sofreu um enfarto, ´ganhou´ quatro pontes de safena e reavaliou toda a sua carreira. "Quando se tem 40 anos e descobre a fragilidade da vida é normal que as coisas não continuem como eram antes", diz Claudia. "Antes do enfarto aceitava papéis que não me agradavam porque os outros queriam, fossem eles meus parentes, diretores ou mesmo o público. Cansei de ser a Claudia boazinha", diz Jimenez, que confessa fazer ginástica todos os dias, mesmo à contragosto. Para a atriz começar um trabalho hoje em dia, as condições impostas devem estar sempre de acordo com sua qualidade de vida e principalmente com o prazer que o papel proporcionará. Por isso que ao subir no palco do Teatro das Artes, amanhã, para estrear a temporada paulista de Pequeno Dicionário Amoroso, ela estará terminando uma prazerosa missão. "A peça era para vir a São Paulo há três anos, mas fiquei doente. Conversei com o Jorge Fernando (diretor da montagem) e fiz questão de trazer a peça para cá. O último trabalho que fiz na cidade foi inesquecível", diz ela, se referindo à montagem Como Encher um Biquíni Selvagem, de Miguel Falabella, que ficou um ano e meio em cartaz, sempre com casa lotada. O Pequeno Dicionário Amoroso, adaptado ao cinema pelas câmeras de Sandra Werneck, conta a história de Gabriel e Luiza, que se conhecem por acaso e se apaixonam. Eles passam por todos as diferentes situações de um relacionamento, apresentadas ao público em forma de verbetes, como sedução e ciúmes.Enquanto fica em cartaz na cidade, Claudia prepara sua volta ao vídeo, na novela América, sobre a vida dos imigrantes ilegais nos Estados Unidos. Ela viverá a dona de um hotel em Miami. Mas o público pode esperar um papel dramático para breve, provavelmente para o meio do ano que vem. "A Marieta Severo e a Andréa Beltrão abriram um teatro pequeno no Rio e me deu vontade de encenar lá a primeira peça que trabalhei, um drama chamado Valsa."

Agencia Estado,

26 de agosto de 2004 | 18h34

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