Nos filmes, os subterrâneos da cultura nova-iorquina

A mostra de Andy Warhol na Estação Pinacoteca traz dez longas-metragens dirigidos ou produzidos pelo artista e mais de três dezenas de curtas e médias. Entre 1963 e 1968, Warhol realizou mais de 60 filmes e registrou 500 "screen tests" dos frequentadores da Factory. Um dos menos vistos desses filmes, curiosamente, é Vinyl (1965), no qual trabalham estrelas lançadas pelo artista (Viva, Candy Darling, Edie Sedgwick, Nico). Vinyl é a primeira adaptação do distópico livro de Anthony Burgess, A Laranja Mecânica, realizado seis anos antes da versão de Stanley Kubrick.

, O Estadao de S.Paulo

17 de março de 2010 | 00h00

Alguns dos principais filmes de Warhol, entre eles Vinyl, foram lançados em DVD pelo selo Manus Opus. Outro título de grande impacto é Chelsea Girls (1966), que também está na mostra. Trata-se de uma produção revolucionária para os padrões da época, usando dois filmes em 16 milímetros projetados simultaneamente com histórias diferentes. O filme foi dirigido pelo pupilo de Warhol, Paul Morrisey, que realizaria outras produções em parceria com Warhol, entre elas Flesh (1968), Trash (1970), Heat (1972), lançando o astro Joe Dalessandro, musculoso ator que o artista não conseguiu elevar à categoria de Marlon Brando.

Além dos filmes produzidos na Factory pelo coletivo de diretores comandados por Andy Warhol (o alemão Ulli Lommel, entre eles), como Lonesome Cowboys, o selo Manus Opus lançou um documentário, Retrato Completo de Andy Warhol, minissérie realizada para a televisão inglesa em 2001 pelo diretor Chris Rodley, em que aparecem vários astros (Mick Jagger, Lou Reed) dando depoimentos sobre sua excêntrica personalidade.

Outro documentário que esclarece aspectos de sua obra é o do francês Jean-Michel Vecchiet, Vida e Morte de Andy Warhol (1990), em que Dennis Hopper e Ultra Violet comentam parcerias com ele. O selo Magnus Opus ainda lançou Eu Atirei em Andy Warhol, drama sobre a tentativa de assassinato do artista pela militante radical feminista Valerie Solanas, em 1968. / A.G.F.

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