Nos 65 anos do biquíni, a evolução da moda praia

Fazer moda em dois pedaços pequenos de pano. É esse o desafio de marcas que trabalham com moda praia e desenham biquínis que se tornam desejo no Brasil e no mundo. O duas-peças completa 65 anos neste mês e não é mais o símbolo da libertação feminina, mas de uma mulher confortável em sua própria pele, com a ajuda da tecnologia.

AE, Agência Estado

17 Junho 2011 | 10h33

Desde que foi criado, em 26 de junho de 1946 pelo estilista Louis Reard, o biquíni já teve formatos caretas e escandalosos. "Hoje, o que importa é conforto. A mulher quer se sentir relaxada, autêntica", conta Benny Rosset, da Cia. Marítima. A marca estreou na Fashion Week em 1998. "Com muita dificuldade", diz, "porque biquíni não era visto como moda, mas algo amador".

A evolução de patamar teve dois grandes propulsores. O primeiro foi a tecnologia de tecidos e estampas, que deixou as peças mais atraentes. "Com a estamparia digital, colocamos milhões de cores num top", explica Rosset. Ontem, Rosset levou à SPFW uma coleção inspirada nos anos 1970, mas atualizada com pequenos detalhes, como franjas. Caftãs, minivestidos e shortinhos completavam o pós-praia.

O segundo momento da moda praia foram top models como Gisele Bündchen, que serviam como telas curvilíneas e bronzeadas a peças mais bem elaboradas. Assim, o Brasil entrou no mapa-múndi da beachwear. Amir Slama, criador da Rosa Chá, diz que "o mundo olha para o Brasil quando pensa em moda praia". "Sabemos criar biquínis chiques, sem ser exagerados."

Renato Thomaz, diretor de marketing e filho da criadora da Água de Coco, atribui essa capacidade de vestir bem o corpo feminino à miscigenação. "Essa bagunça étnica deixou a figura da brasileira muito interessante para vestir", diz. Ontem, a estilista da Água de Coco, Liana Thomaz, trouxe formas geométricas e cortes inusitados. Combinou rosa e laranja e apostou em estampas, alças de fios de ouro e decotes. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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