Divulgação
Divulgação

Norah sem retoques

Uma das jovens musas do jazz da atualidade, ela canta de graça em São Paulo no mês que vem e anuncia disco de duetos

Jotabê Medeiros, O Estado de S.Paulo

10 de outubro de 2010 | 00h00

Um dos maiores fenômenos vocais da última década, a diva Norah Jones está hoje longe daquela imagem de candura que a celebrizou no início da década. Flerta agora com o underground, com artistas que sempre caminharam à margem da indústria, como Tom Waits e grupos de punk rock, mas canta jazz e hip-hop com o mesmo virtuosismo, e vem ao País em breve. Em São Paulo, no dia 14 de novembro, canta de graça para os paulistanos no Parque da Independência.

Em entrevista ao Estado, ela dá uma pista de sua nova condição: "Ninguém mais me diz o que devo fazer", avisa. A vinda ao País será acompanhada do lançamento de um novo disco, a coletânea de duetos ... Featuring Norah Jones, que traz 18 grandes encontros da cantora na década. "Sempre que a gente sai da nossa zona de conforto para gravar com outro artista, dá um pouco de frio na barriga. Nunca se sabe o que esperar", contou.

Mas ela saiu de sua zona de conforto muitas vezes na carreira, e o resultado é um grande painel da diversidade de seus interesses musicais.

Estrela. Nascida Geethali Norah Jones Shankar, a filha mais velha de Ravi Shankar foi criada pela mãe, uma enfermeira de Oklahoma, e não tem grande apreço pelo pai famoso. Aos 20 anos, já um talento emergente, mudou-se para um pequenino apartamento na 13ª Avenida, e passou a correr o circuito dos clubes de Nova York. Mas o estrelato não demorou muito, e o apartamento ficou bem mais confortável.

Norah Jones já cantou no Brasil, em 2004. Três anos depois, ela filmaria Um Beijo Roubado, de Wong Kar-wai, no qual o personagem de Jude Law passa o filme inteiro procurando desesperadamente pelo personagem de Norah, seguindo seus passos através de telefonemas e cartas. Ali, ela se tornaria, além de cultuada, motivo de dor de cotovelo para milhares de outras garotas.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.