Alex Silva/ Estadão
Alex Silva/ Estadão

Noite de prêmios para o teatro paulista

Antunes Filho foi eleito melhor diretor por 'Nossa Cidade'

Maria Eugênia de Menezes, O Estado de S.Paulo

19 de março de 2014 | 11h56

A exemplo do que já havia acontecido no Rio, o Prêmio Shell de São Paulo pulverizou as premiações e não elegeu um grande vencedor. Cantata para um Bastidor de Utopias mereceu dois troféus: melhor Cenário, para Rogério Tarifa, e melhor Música, por Jonathan Silva e William Guedes. Grande favorita da noite, Cais ou da Indiferença das Embarcações estava indicada em cinco categorias (autor, direção, ator, cenário, figurino e música). Levou apenas o prêmio de melhor autor, para Kiko Marques.

Houve também tom de crítica durante a cerimônia. Premiada como melhor atriz, Fernanda Azevedo, da peça Morro como um País - Cenas Sobre a Violência do Estado, fez um protesto contra a empresa petrolífera que patrocina o prêmio. Em seu discurso, ela relembrou um episódio de 1995, quando gerente geral da Shell da Nigéria explicitou o apoio de sua empresa à ditadura militar no país: "para uma empresa comercial, que se propõe a realizar investimentos, é necessário um ambiente de estabilidade. As ditaduras oferecem isso".

Chico Carvalho, de Ricardo III, foi considerado o melhor ator. O grupo os Satyros foi agraciado na categoria inovação pela realização do evento Satyrianas.

Eva Wilma, que completou 60 anos de carreira, foi a homenageada especial da noite. Alguns dos momentos mais marcantes de sua trajetória foram lembrados pela apresentadora do evento, a atriz Renata Sorrah. Eva foi aplaudida de pé por vários minutos e se emocionou em seu discurso.

O júri de São Paulo é formado por Alexandre Mate, Carlos Colabone, Marici Salomão, Mario Bolognesi e Renata Melo.

Confira a lista completa dos vencedores do 26º Prêmio Shell de Teatro de São Paulo:

Autor:

Kiko Marques por Cais ou da Indiferença das Embarcações

Direção:

Antunes Filho por Nossa Cidade

Ator:

Chico Carvalho por Ricardo III

Atriz:

Fernanda Azevedo por Morro como um País - Cenas sobre a Violência de Estado

Cenário:

Rogério Tarifa por Cantata para um Bastidor de Utopias

Figurino:

Miko Hashimoto por Operação Trem-bala

Iluminação:

Fran Barros por Vestido de Noiva

Música:

Jonathan Silva e William Guedes por Cantata para um Bastidor de Utopias

Categoria Inovação:

Os Satyros pela projeção, permanência e abrangência do evento Satyrianas na condição de fenômeno histórico-artístico e social.

 

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