Sergio Neves/AE
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Noite da diversidade com troféu raça negra

Entrega reuniu ontem personalidades na Sala São Paulo

, O Estado de S.Paulo

17 de novembro de 2010 | 00h00

"O avião vindo para cá hoje parecia uma nave negreira", disse a poeta, atriz e cantora Elisa Lucinda ao receber, ontem, na Sala São Paulo, o Troféu Raça Negra pela atuação na peça Parem de Falar Mal da Rotina. "Essa é a força do Brasil. O racismo não é nada mais que ignorância", afirmou. Ela foi uma das personalidades premiadas na oitava edição do evento, que homenageou o compositor Milton Nascimento - cujas músicas, interpretadas por artistas como Lenine, Fabiana Cozza e Margareth Menezes, intercalaram as premiações.

Outra homenageada, a primeira-dama de Angola, Ana Paula dos Santos, emocionou-se ao receber seu "Oscar negro" ("Nunca recebi um Oscar negro antes. Bom, nem negro, nem branco, nem amarelo", brincou) e disse se orgulhar de ter apoiado seu país "num momento difícil, em que mulheres sofriam, crianças sofriam e homens morriam".

Criado em 2000 e promovido pela ONG Afrobras e pela Faculdade da Cidadania Zumbi dos Palmares, o troféu é dado a nomes que se destacam na luta pela diversidade e pela causa negra.

ESCOLHIDOS EM 2010

Pelo voto popular

André Ramiro, na categoria melhor ator de cinema

Cris Vianna, na categoria melhor atriz de cinema

Marcello Melo Jr., na categoria melhor ator de TV

Priscila Marinho, na categoria melhor atriz de TV

Maria Júlia Coutinho, na categoria apresentador/repórter

Grupo Bom Gosto, na categoria música

Elisa Lucinda, na categoria teatro (criada neste ano)

Alguns premiados nas categorias institucionais

Eloi Ferreira de Araujo, ministro da Seppir

Ricardo Lewandowski, presidente do STF

José Antonio Dias Toffoli, ministro do STF

Luiz Antônio Pilar, diretor de núcleo da Rede Globo

Jeferson D, cineasta

Thogun, ator

Ana Paula dos Santos, primeira-dama de Angola

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