No Zé? Carratu abre seu apê para ferver o centro com arte

No Zé? Carratu abre seu apê para ferver o centro com arte

Cenógrafo, artista e colecionador. Zé Carratu é um potencialista que resolveu fazer mais pela arte - e pelo centro da cidade de São Paulo. Para recuperar a região, somente povoando-a.

Chris Melo, O Estado de S.Paulo

01 de abril de 2010 | 00h00

Então Zé, um dos primeiros a mostrar grafite como arte no Brasil, comprou com o empresário italiano Edoardo Baptista um apartamento de Ramos de Azevedo na Líbero Badaró - próximo à nova Secretaria da Cultura, com vista para o Vale do Anhangabaú e o Teatro Municipal.

No apê vai abrigar a sua coleção e, eventualmente, mostrar o trabalho de artistas nos quais acredita. Sem nome, nem indicação na porta, o apartamento será aberto pela primeira vez no dia 17 de maio, com os 300 m² cobertos por trabalhos feitos pelo brasileiro Sandro Akel nas últimas duas décadas.

Se, objetivamente, a obra de Akel é construída por objetos, como lambe-lambes e outros cotidianos deslocados de seus lugares de origem para ganharem novos significados como arte; subjetivamente, conceitos são deslocados da história da arte para gerar novos diálogos nos trabalhos do artista.

Daí vem o nome da mostra: Deslocamento. Logo mais o apê do Zé vai servir de máquina do tempo. Há uma conversa para reunir os Tupinãodás para discutir a cena de streetart desde os anos 1980.

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Cocurador da 29.ª Bienal de SP, Agnaldo Farias, em fina sintonia com conselheiro Pedro Barbosa no tour feito pelos bienalers em Inhotim. Agnaldo e Moacyr dos Anjos fecharão o programa da mostra em 15 de maio, quando chegam ao País os cocuradores Marat Maharaj, da África do Sul, a venezuelana Rina Carvajal, a espanhola Chus Martínez, a japonesa Yuko Hasegawa e o angolano Fernando Alvim.

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A produtora Paranoid BR tem mais três no time: Denis Kamioka, ex-Margarida Flores e Filmes, o criativo Dulcidio Caldeira, que saiu da AlmapBBDO, e Paulo Diehl, ex-Conspiração, que também pulou para o galho da produtora.

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O diretor norte-americano James Cameron deu logo um banho de água fria no governador do Amazonas, Eduardo Braga, empolgado em fazer com que o cineasta gravasse na Amazônia a sequência de Avatar: "O filme foi feito numa sala pequena do tamanho desse auditório." Se rodar algo será material de referência para o número 2 do filme.

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