No território da descoberta

Análise: Maria Eugênia de Menezes

O Estado de S.Paulo

05 de setembro de 2012 | 03h08

O Mirada é o mais jovem entre os grandes festivais de teatro do País: está apenas na segunda edição. Ainda assim, já pode ser apontado como o melhor, ou pelo menos o mais ousado, evento das artes cênicas em 2012. O que se viu neste ano, País afora, foram curadorias tímidas. Programações, não raro, de boa qualidade. Mas demasiadamente preocupadas em acertar e agradar. Talvez soe contrassenso dizer que o erro esteja em evitar errar. Mas é precisamente disso que se trata. Ao fugir do risco, os eventos de teatro ficaram todos parecidos demais, seguros demais. Festival é, sim, espaço para exibir boas produções. Também deve satisfazer as plateias locais e fazer circular obras que se destacaram. Essa não pode ser, porém, a sua única missão. De outra forma, bastaria a criação de uma única grade com bons títulos que poderiam circular por aí. Festival é o território da descoberta, do imprevisto, da surpresa. Só por isso, o Mirada já merece vida longa. E juventude eterna.

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