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No Equador, Bienal de Cuenca quer dar visibilidade aos jovens

Esta será a primeira edição a ser inteiramente curada por um único grupo de curadores

Camila Molina, O Estado de S. Paulo

23 Janeiro 2014 | 03h00

A Bienal de São Paulo, que teve sua primeira edição em 1951, é uma mostra com história, mas também com espaço para a experimentação, como afirmou a espanhola Nuria Enguita Mayo. Está entre as principais do mundo e está em pleno processo de realização de sua 31.ª edição. Mas, ao lado do Brasil, no Equador e na Colômbia, duas mostras já se preparam para serem inauguradas entre fevereiro e março: a 12.ª Bienal de Cuenca e a 1.ª Bienal Internacional de Arte Contemporânea de Cartagena de Índias.

Pode-se dizer que as duas mostras sulamericanas indicam transformação no circuito e ambas têm participações de criadores do Brasil. A 12.ª Bienal de Cuenca, que ocorrerá entre 28 de março e 27 de junho, tem curadoria-geral do italiano Jacopo Crivelli Visconti, que vive e trabalha em São Paulo. A mostra contará com a participação de 41 artistas de 21 países, entre eles, os brasileiros Mauro Restiffe, Martha Araújo e Rivane Neuenschwander, além do espanhol Daniel Steegmann Mangrané e do argentino Runo Lagomarsino, ambos residentes no Brasil.

“Será a primeira edição a ser inteiramente curada por um único grupo de curadores (com Manuela Moscoso e Olivia Ardui). Por muito tempo, a Bienal de Cuenca foi organizada apenas com as obras que cada país selecionava autonomamente”, afirma Jacopo Crivelli Visconti. “Desde o princípio tínhamos o desejo de trabalhar com a região do Equador, Colômbia e Peru, os países de onde vêm a maioria dos artistas participantes, para dar visibilidade a uma produção jovem que está se consolidando nesses locais.”

A exposição, sob o título Ir para Volver (Ir para Voltar), trataá de questões como a circulação e a “crioulização”, diz o curador, tendo como referência a obra do poeta Édouard Glissant.

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