No Anhembi, Green Day fez a noite da moçada

Parecia o Criança Esperança. Uma menina incrédula subiu ao palco e deu um selinho no vocalista; um garoto recebeu um esguicho para refrescar a plateia; um gordinho desinibido, cheio de pose, surrupiou o microfone e cantou uma música inteira, antes de roubar as baquetas do baterista e receber uma guitarra de presente.

Crítica: Roberto Nascimento, O Estado de S.Paulo

22 de outubro de 2010 | 00h00

Em outros momentos do arrastado fim de noite de quarta-feira, que levou 20 mil pessoas à arena do Anhembi, era um show do Green Day. Liderado pelo dramático guitarrista Billie Joe Armstrong, o power trio de punk rock mais famoso do mundo subiu ao palco por duas horas para fazer paródias de rockabilly, tocar clássicos do rock e, quando lembraram a que vieram, reproduzir versões enérgicas de seus melhores hits.

Para embalar a moçada, canções dos últimos dois álbuns da banda, American Idiot e 21st Century Breakdown. Os mais velhos estavam lá para ouvir a trilha sonora de seus anos rebeldes, quando, em meados dos anos 90, o Green Day chegou ao estrelato com o disco Dookie - satisfação garantida após uma hora de show, quando o clássico When I Come Around, se destacou entre a pilha de canções semelhantes que dominava a noite. Só não dava sono por causa do som viril do baixista Mike Dirnt. Mas o Green Day ainda está no auge e as novas canções garantem gloriosos momentos de arena, mesmo que os gritos de "São Paulo" e "We"re gonna go fucking crazy," repetidos ad nauseam por Billie Joe, em voz de monitor de acampamento, sejam overdose. P

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