Ninguém disse que se trata de arte

Além do elenco habitual (Dakota Fanning, etc.), Eclipse acrescenta sangue novo à série. Catalina Sandino Moreno faz agora Maria, uma vampira que iniciou um ciclo durante a Guerra Civil norte-americana. Xavier Samuel, como Riley, lidera as falanges de Victoria ? Bryce Dallas Howard substitui Rachelle Lefevre, que teve de abandonar o papel. E Julia Jones carrega a responsabilidade de ser a única loba (Leah), numa alcateia predominantemente masculina (e sempre em ponto de bala). Nada disso tem a ver com arte, bem entendido, e nem é de arte que se trata. Mas a história é contada com razoável eficiência para satisfazer ao público consumidor. Chegamos ao ponto ? todo o fenômeno Crepúsculo baseia-se no consumo. Mudam os diretores ? David Slade substitui Chris Weitz ? e não há nenhum sobressalto. Ninguém faz mais, mas também não faz menos. A magia, basicamente, vem dos atores. E há o romance "secreto" de Robert Pattinson e Kristen Stewart. Eles formam a dupla "Brangelina" do público adolescente. Foram jantar na Locanda Verde, uma cantina de Tribeca ? não uma pizzaria qualquer, mas a frequentada por Beyoncé e Jay-Z ? e a polícia teve de ser chamada para conter o tumulto nunca visto. Os jovens twittaram e rapidamente a área estava interditada. O fenômeno Crepúsculo também, vive da sua multiplicação graças a esses modernos meios de se comunicar. / L.C.M.

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