Niemeyer vai reformar sambódromo do Rio

Niemeyer vai reformar sambódromo do Rio

Obras devem ter início após o Carnaval de 2011, com um orçamento de R$ 30 milhões

EFE

15 de dezembro de 2010 | 11h56

O sambódromo do Rio de Janeiro, onde as escolas de samba desfilam no carnaval, será reformado para ganhar 15 mil novos lugares e ter capacidade para 75 mil pessoas em 2012, em um projeto assinado por seu criador, o arquiteto Oscar Niemeyer.

 

"O sambódromo é uma obra que quase não precisa de explicação", declarou Niemeyer nesta terça-feira através de um vídeo projetado durante a apresentação oficial da obra, em um ato realizado na Prefeitura do Rio de Janeiro.

 

Inaugurado em 1984, ele é formado por uma avenida de 700 metros cercada por dezenas de arquibancadas e camarotes que atualmente têm capacidade para até 60 mil pessoas. Segundo Niemeyer, o novo projeto vai fazer as arquibancadas ficarem "mais simétricas".

 

No véspera de seu 103º aniversário, que será nesta quarta-feira, o arquiteto destacou a importância da obra na vida da cidade e para o carnaval. "Dada a importância da obra, é evidente que deve ser realizada com certa imponência, igual a que tem o carnaval do Rio", destacou.

 

Niemeyer também ressaltou a necessidade de se ter uma avenida em boas condições para as pessoas desfilarem, além de garantir a boa visibilidade do público. O arquiteto mostrou-se muito satisfeito com a transformação do sambódromo e concluiu seu discurso com uma mensagem de celebração: "Vamos ver com prazer como o povo se diverte um pouco.".

 

As autoridades preveem que as obras tenham início em março de 2011, ao terminar o Carnaval do ano que vem, com um orçamento de R$ 30 milhões. A reforma também tem como objetivo adaptar as instalações para os Jogos Olímpicos de 2016, já que no sambódromo acontecerão disputas de tiro com arco e maratona.

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