"Niemeyer" está fora do Jabuti

Segundo Felipe Lindoso, diretor de Relações Institucionais da Câmara Brasileira do Livro, o livro Niemeyer - Um Romance, de Teixeira Coelho, já está fora do Jabuti. "Foram mais de 1.700 inscrições, às vezes acontece de um livro não estar de acordo com o previsto no regulamento do prêmio e isso passar despercebido." De acordo com ele, é possível que a própria editora não tenha se dado conta do erro. Lindoso afirma ainda que o Jabuti não é um prêmio para revelar novos talentos e que procura avaliar a produção editorial. "No caso das obras completas, o que interessa é que elas tenham ganhado pela primeira vez esta forma."Comentando o caso da inscrição do Correio Braziliense, Lindoso disse que os jurados têm autonomia para decidir. Os jurados do Jabuti só têm seus nomes revelados após o anúncio dos vencedores. "Os problemas de um ano acabam sendo discutidos na preparação da edição seguinte. No passado, por exemplo, não havia espaço para as crônicas: a categoria de textos curtos era exclusiva de contos." Sobre as críticas de que apenas "quem freqüenta" ganha o Jabuti, Lindoso cita a premiação de À Sombra do Cipreste, de Menalton Braff, editado pela Palavra Mágica, de Ribeirão Preto, como o "livro do ano" de ficção de 2000.Segundo José Henrique Grossi, vice-presidente da CBL, todos os associados são convidados anualmente a discutir os critérios do prêmio. "Isso é divulgado amplamente pela Câmara, logo depois da entrega dos prêmios de cada ano; quem quis discutir os critérios deste ano estava lá."Sobre a escolha dos "livros do ano", de ficção e não-ficção, pelo mercado, Grossi argumenta que essa é uma discussão que ocorre todos os anos. "Ainda não encontramos fórmula melhor. Na verdade, queremos cruzar uma escolha que envolva a qualidade das obras, feita pelos jurados, com o desempenho no mercado."

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