Nicole Kidman temeu acidente em perseguição de papparazzi

Atriz presta depoimento em tribunal australiano no processo em que é acusada por ter difamado fotógrafo

Reuters,

19 de novembro de 2007 | 12h16

A atriz Nicole Kidman afirmou nesta segunda-feira, 19, a um tribunal australiano que chorou de medo de um acidente ao ser perseguida por um fotógrafo na Austrália. Ela relatou à Corte Suprema de Nova Gales do Sul que seu motorista, John Manning, lhe contou que um fotógrafo os perseguia, dirigindo perigosamente, no trajeto até a casa dos pais da atriz, em 23 de janeiro de 2005. O fotógrafo teria passado em um sinal vermelho e invadido um canteiro de concreto.   "Fiquei encolhida a maior parte da viagem", disse ela, mostrando como protegeu a cabeça atrás das mãos postas, em posição de oração. "John Manning me disse que estávamos sendo seguidos por Jamie Fawcett e outro carro. Ele disse que eles estavam guiando que nem loucos, haviam passado em um sinal vermelho e saltado sobre o canteiro central. Fiquei com medo, preocupada com um acidente. Fiquei realmente com medo."   A atriz afirmou também que o motorista chegou abalado ao destino, enquanto ela ficou "às lágrimas e nervosa". O incidente relatado por Nicole Kidman lembra a perseguição que terminou no acidente, em Paris, que matou a princesa Diana e o namorado dela, em 1997.   O depoimento de Kidman, que vestia saia cinza, blusa bege e um cardigã, foi parte do processo por difamação movido pelo fotógrafo Jamie Fawcett contra a Fairfax Media, editora do jornal Sun Herald. O jornal já foi condenado em primeira instância por uma reportagem de 2005 difamando Fawcett.   Sentada, Nicole Kidman respondeu muitas perguntas apenas com um "sim" ou "é". A juíza Carolyn Simpson às vezes pedia que ela falasse mais alto. Fawcett assistiu ao depoimento, consultando seus papéis. A atriz admitiu que não viu Fawcett perseguindo-a, mas que no mesmo dia sua mãe o viu em frente à mansão de Kidman, na zona leste de Sydney, e que funcionários encontraram um equipamento de escuta dentro da residência.   Nicole Kidman disse ter se sentido "profundamente perturbada" pela descoberta da escuta. Em 1999, um jornalista freelance foi condenado nos EUA por gravar ilegalmente uma conversa telefônica de Kidman com seu marido na época, o ator Tom Cruise, e por vender o conteúdo a um tablóide. O processo movido por Fawcett em Sydney ainda prosseguirá com mais audiências.

Tudo o que sabemos sobre:
Nicole Kidman

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.