Ney Matogrosso vai lançar show e novo CD em SP

Ney Matogrosso diz que passou a entender melhor sua forte ligação com São Paulo, quando sua mãe revelou que ele tinha sido gerado aqui. "São Paulo é muito importante no meu universo. A história toda de Secos & Molhados foi aí, eu tinha morado aí antes disso, já tinha um atrativo", diz o cantor. Para gravar o álbum Inclassificáveis (EMI), que lança esta semana, quando o show homônimo volta à cidade, ele quis ter uma banda formada por músicos paulistas. Acabou que o repertório também é predominantemente de compositores paulistanos ou identificados com a cidade, como Itamar Assumpção, Arnaldo Antunes, Alzira Espíndola, Iara Rennó, Dan Nakagawa, Carlos Rennó, Alice Ruiz, Robson Borba.O pianista Emilio Carrara, com quem Ney tinha trabalhado no tempo de Secos & Molhados, assina a direção musical do disco e montou a banda com Felipe Roseno (percussão), DJ Tubarão (percussão e pick-ups), Sérgio Machado (bateria), Carlinhos Noronha (baixo e violão) e Júnior Meirelles (guitarra, violões e vocais). Apesar do clima de banda e da relação com Carrara, porém, o cantor diz que não procurou reeditar Secos & Molhados. "Em nenhum momento isso passou pela minha cabeça, não sei por que estão falando isso."Ney já disse que inclassificáveis somos nós, brasileiros, embora a expressão se estenda ao caráter da maioria dos compositores que interpreta no CD. O roteiro, que descreve uma reflexão do cantor sobre o momento brasileiro, é uma versão enxuta do show: abre com O Tempo não Pára (Cazuza/Arnaldo Brandão) e termina com Divino, Maravilhoso (Caetano Veloso/Gilberto Gil). No meio tem Ode aos Ratos (Chico Buarque/Edu Lobo), Inclassificáveis (Arnaldo Antunes), que formam com as duas citadas o eixo mais agudo e enérgico do conjunto, com as letras e arranjos mais incisivos.Ney regravou três canções de seu repertório. Mente, Mente, do disco Bugre (1986) é uma que ficou melhor que a original. A outra é Por Que a Gente é Assim? (Cazuza/Ezequiel Neves/Frejat), do álbum Destino de Aventureiro (1984). Mal Necessário (Mauro Kwitko), continua com a mesma força de quando foi revelada em Feitiço (1978). Duas canções vêm de fora: Sea, do uruguaio Jorge Drexler, e a inédita Lema, do africano Lokua Kanza (do Congo), com letra de Carlos Rennó. O CD era para ser gravado ao vivo, mas acertadamente Ney optou por fazê-lo em estúdio, deixando o registro do show para o DVD. As informações são do jornal O Estado de S. PauloNey Matogrosso. Citibank Hall (1.450 lugs.). Avenida dos Jamaris, 213, São Paulo. Tel. (011) 6846-6040. 5.ª, 21h30; 6.ª e sáb., 22h; dom., 20h. R$ 60 a R$ 120. Até 5/4.

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