Newman, poderoso com a sinuca

Johnny Kapahala - De Volta ao Havai

LUIZ CARLOS MERTEN, O Estado de S.Paulo

19 Outubro 2012 | 03h00

15H40 NA GLOBO

(Johnny Kapahala Back on Board). EUA, 2007. Direção de Eric Bross, com Landon Baker, Robyn Lively, Mary Page Keller, Jonathan 'Lil J' McDaniel.

Neto de um ás do surfe, garoto vira campeão de snowboard em Vermont, nos EUA. E agora volta para o Havaí, justamente para ajudar o avô, que vai se casar (e se envolveu num empreendimento comercial complicado). Se você viu o primeiro, vai - talvez - querer acompanhar a sequência. Reprise, colorido, 90 min.

Sissi, a Imperatriz

23 H NA REDE BRASIL

(Sissi, Die Junge Kaiserin). Áustria, 1956. Direção de Erns Marischka, com Romy Schneider, Karlheinz Böhm, Magda Schneider.

A emissora segue apresentando a saga de Elizabeth, imperatriz austro-húngara que entrou para a história como 'Sissi'. O primeiro filme, ontem, mostrou como Sissi seduziu o imperador, inicialmente programado para se casar com sua irmã. O segundo filme, que vai ao ar hoje - com a mesma equipe -, trata das dificuldades da jovem rebelde face às exigências do cargo. A trilogia fecha-se com Sissi e Seu Destino. Romy Schneider ficou marcada pelo papel, mas com o tempo virou ícone de erotismo e teve seu extraordinário talento reconhecido por meio de grandes filmes (de grandes diretores). Reprise, colorido, 102 min.

Insolação

23H30 NA TV BRASIL

Brasil, 2009. Direção de Felipe Hirsch e Daniela Thomas, com Paulo José, Simone Spoladore, Leonardo Medeiro, Maria Luisa Mendonça, Leandra Leal.

Daniela Thomas seria só diretora de arte, como tem sido cenógrafa nas montagens de Felipe Hirsch no teatro. Mas sua contribuição foi tão grande que o cineasta lhe deu crédito de codireção. O filme passa-se numa cidade fustigada pelo sol, acompanhando as histórias de personagens cujos destinos se cruzam num quiosque. O roteiro é cheio de referências e influências, a fotografia em preto e branco é deslumbrante. Mas algo falta, pois o filme, malgrado o elenco, não tem 'alma'. Reprise, 93 min.

Maio Que Abalou a França

0 H NA CULTURA

(Grands Soirs & Petits Matins). Canadá/França, 1978. Direção de William Klein.

No documentário e na ficção, William Klein deixou sua marca no cinema francês dos anos 1960, na época da nouvelle vague (e imediatamente após). Aqui, ele investiga o célebre Maio de 68, quando os estudantes e os operários foram às ruas para protestar, iniciando um movimento de contestação que se estendeu pelo mundo. Reprise, colorido, preto e branco, 98 min.

Nascido no Inferno

1H50 NA REDE BRASIL

(Cradle of Fear). EUA, 2001. Direção

de Alex Chandon, com Dani Filth, Emily Bouffante, David McEwan.

Londres é aterrada por assassinatos violentos, atribuídos a um homem que está preso. De dentro da cadeia, ele controla a mente das pessoas e se vinga de dois jurados que o condenaram. O diretor Chandon investiga a mente humana, mas está mais interessado no terror que na psicologia. Reprise, colorido, 120 min.

TV Paga

O Pagador de Promessas

16H55 NO CANAL BRASIL

Brasil, 1962. Direção de Anselmo

Duarte, com Leonardo Villar, Glória Menezes, Dionísio Azevedo, Geraldo Del Rey, Norma Bengell.

Único filme brasileiro a vencer a Palma de Ouro em Cannes, o longa que Anselmo Duarte adaptou da peça de Dias Gomes conta a história de Zé do Burro, que tenta pagar na igreja, em Salvador, a promessa que fez num terreiro de umbanda e o padre intransigente não deixa. Criam-se as condições para uma tragédia - a imprensa intervém, a população mobiliza-se, aproveitadores tentam tirar proveito. Embora sua trama possua elementos que a aproximam de A Montanha dos Sete Abutres, de Billy Wilder - e antecipe Um Dia de Cão, de Sidney Lumet -, o filme é 100% brasileiro, benfeito e, principalmente, bem interpretado. Pouca gente sabe, mas O Pagador foi feito em duas versões e houve outra com elenco português. É inédita na cidade, no País, e o pesquisador Barros Freire arma para apresentá-la no Museu da Imagem e do Som, o MIS, em São Paulo. Reprise, preto e branco, 92 min.

Desafio à Corrupção

17H40 NO TELECINE CULT

(The Hustler). EUA, 1961. Direção de Robert Rossen, com Paul Newman, Jackie Gleason, Piper Laurie, George C. Scott, Murray Hamilton.

Paul Newman foi indicado para o Oscar e é excepcional no papel de Eddie Felson, mas teve de esperar até a sequência, nos anos 1980, para ganhar seu prêmio da Academia. Felson é o retrato do perdedor. Jogador de sinuca, parece que vai ter sua chance ao desafiar o lendário campeão Minnesota Falls (Jackie Gleason), mas a realidade é cruel. O senso de atmosfera do diretor Rossen recria o submundo por meio de impecáveis direção de arte e fotografia (de Eugen Schuffan, que ganhou o Oscar). Você vai se sentir jogado no ambiente opressivo e fumacento dos bilhares. Jake LaMotta tem um pequeno papel. Em 1982, o pugilista foi biografado por Martin Scorsese em Touro Indomável e Scorsese, o cinéfilo sabe, foi quem reuniu Newman e Tom Cruise em A Cor do Dinheiro, que prosseguiu com a história de Felson. Reprise, preto e branco, 100 min.

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