Hiroko Masuike/The New York Times
Hiroko Masuike/The New York Times

'New York Times' e 'New Yorker' dividem Pulitzer por revelar caso Weinstein

Prêmio é o mais importante do jornalismo americano

EFE

17 Abril 2018 | 10h57

NOVA YORK — O jornal The New York Times e a revista The New Yorker ganharam o Prêmio Pulitzer na categoria serviço público por terem revelado o escândalo sexual protagonizado pelo produtor de cinema americano Harvey Weinstein.

O anúncio da premiação foi feito por Dana Canedy, a primeira mulher negra a apresentar a cerimônia nos 102 anos de história do Pulitzer. Os veículos levaram em conjunto a principal categoria do prêmio, o mais importante do jornalismo americano.

Em outubro do ano passado, o Times publicou uma reportagem na qual documentou durante décadas como Weinstein firmou vários acordos extrajudiciais para evitar denúncias de assédio sexual feitas por ex-funcionárias. A New Yorker publicou simultaneamente depoimentos de algumas das vítimas do produtor, um dos principais de Hollywood.

O Times também dividiu o prêmio na categoria nacional, mas com o The Washington Post, pela cobertura sobre a interferência da Rússia nas eleições presidenciais americanas de 2016.

O jornal nova-iorquino também levou a melhor no prêmio cartum editorial pelo trabalho de Jake Halpern e Michael Sloan.

O segundo prêmio para o Post foi o de melhor reportagem investigativa após a revelação do caso do ex-juiz e candidato republicano ao Senado pelo Alabama, Roy Moore, acusado de manter relações sexuais com várias menores de idade há décadas.

O prêmio de melhor "breaking news" foi para o The Press Democrat pelo trabalho sobre o incêndio que destruiu a região de Coffey Park, em Santa Rosa, na Califórnia.

O The Arizona Republic e o USA Today dividiram o prêmio de melhor reportagem explicativa pelas publicações multimídia sobre o muro que o presidente dos EUA, Donald Trump, quer erguer na fronteira com o México.

O The Cincinnati Enquirer venceu na categoria melhor reportagem local por uma matéria sobre a epidemia de heroína no país.

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