Netflix lança 'Um Drink no Inferno' semana a semana

Mais que reviver uma história de sucesso do cinema, a missão tensa dos atores da série Um Drink no Inferno é encarnar personagens vividos por George Clooney e Quentin Tarantino no longa de 1996. "Claro que me senti um pouco intimidado, pois é um papel popular e bem executado. Porém, eu me sinto seguro por estar com o Robert (Rodriguez) e não um outro diretor. É ele voltando ao próprio trabalho", minimiza D. J. Cotrona, que interpreta Seth Gecko, encarnado por Clooney.

JOÃO FERNANDO, O Estado de S.Paulo

16 de março de 2014 | 02h10

O ator garante não ter conversado com o galã sobre a série e o personagem. "Eu ficaria apavorado. Se eu tivesse isso na cabeça, não conseguiria. Estou fazendo o meu melhor. É o mesmo personagem, mas em outra versão", disse ao Estado por telefone. "As pessoas perguntam se ficamos preocupados. É uma oportunidade de revisitar um personagem icônico. Eu sempre me senti confortável com isso porque o Robert dirige a série e dirigiu o filme. Ele mostra como devo fazer", desconversa Zane Holtz, sucessor de Tarantino.

Para os protagonistas, a série de dez episódios terá fôlego para reproduzir a história, que durou cerca de uma hora e meia na telona. "Ela é contada em tempo real, temos dez horas. Cada momento realmente importa, a situação fica mais tensa", justifica Holtz. "Não é só o filme cortado em dez pedaços, há uma construção. Em alguns momentos, parece familiar, mas 90% do que estamos fazendo é diferente, estamos indo para o nosso mundo. Seremos severamente comparados, mas o público vai ver nossa identidade", defende ainda Cotrona.

Diferentemente do que costuma fazer com outras séries do Netflix, cujas temporadas estreiam de uma vez, Um Drink no Inferno terá episódios semanais, o que contraria o binge-watching, hábito dos espectadores de sentar no sofá para assistir a tudo sem parar. "O problema é a frustração. É preciso ter paciência para ver o outro. Eu adoro binge-watching, vi House of Cards e Orange Is the New Black assim. Acho que vamos ver isso mais e mais, é uma maneira de satisfazer o público e fazê-los ver séries", conta Cotrona.

Zane Holtz não tem ideia de como o público vai reagir ao esquema da série. "Algumas pessoas assistem só a uma parte, outras esperam tudo ser lançado para ver. Há muita liberdade. Hoje, as narrativas estão mais fortes, o que torna as séries mais propensas a serem vistas de uma vez. Vamos ver se as pessoas vão ver todas as semanas ou esperar para ver tudo de uma vez", analisa o ator, com vontade de vir ao Brasil. "Estou planejando ver a Olimpíada. Quero conhecer o País", entrega.

Depois de atuar em filmes como Querido John e G. I. Joe: Retaliação, Cotrona vê oportunidades melhores no mercado de TV. "É uma época interessante. Há muitos realizadores indo para a TV. O que o Robert está fazendo é um exemplo perfeito. Como ator, meu objetivo é achar o que é bom, trabalhar com diretores e atores com quem admiro. Estou feliz em estar vivendo isso."

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