Nelson Mandela responde 'positivamente' a tratamento, diz governo

O ex-presidente da África do Sul Nelson Mandela está "respondendo positivamente" ao tratamento de uma infecção pulmonar recorrente depois de ser internado em um hospital durante a noite, informou o governo do país nesta quinta-feira.

ED STODDARD, Reuters

28 de março de 2013 | 17h36

"Ele permanece em tratamento e sob observação no hospital", acrescentou o governo em um comunicado, que não fornece detalhes sobre a saúde do líder anti-apartheid de 94 anos de idade.

Mandela, que se tornou o primeiro presidente sul-africano negro em 1994, tem se mantido quase sempre afastado na cena política na última década. Ainda assim, é tido como um símbolo da luta contra o racismo.

O ex-presidente é reconhecido em casa e no exterior por ter passado 27 anos na prisão lutando contra o último bastião do regime branco na África e promovendo a causa da reconciliação racial.

Mandela, que nos últimos anos tem apresentado uma saúde frágil, foi internado por um breve período no início deste mês para um check up. Antes disso, em dezembro, passou quase três semanas internado por conta de uma infecção no pulmão e de uma cirurgia para retirar cálculos biliares.

Essa foi a estadia mais duradoura em um hospital desde sua libertação da prisão em 1990, após a prisão de quase três décadas sob acusação de conspirar para derrubar o governo do apartheid.

Mandela tem um histórico de problemas pulmonares desde quando era um prisioneiro político, época em que contraiu tuberculose.

Enquanto o ex-presidente se afastava da vida pública, críticos afirmaram que o seu Congresso Nacional Africano (CNA) perdeu a bússola moral, legado de Mandela, quando ele deixou a Presidência em 1999.

Sob líderes como Mandela, Walter Sisulu e Oliver Tambo, o CNA ganhou respeito internacional por sua luta contra o regime branco. Uma vez que o apartheid foi derrubado, passou a governar a África do Sul em um momento de boa vontade dos líderes mundiais que viram no país um farol para as turbulências no continente e no mundo.

Quase duas décadas depois, sua imagem foi sendo apagada quando líderes do CNA foram acusados de abusar de mordomias, esbanjar recursos minerais e se engajar em intrigas por poder.

Mandela passou a maior parte do último ano em Qunu, sua aldeia ancestral na pobre província do Cabo Oriental.

Mas desde a alta de sua internação em dezembro, ele tem ficado em sua casa em um subúrbio de Johanesburgo, mais próximo de sofisticadas instalações médicas.

(Reportagem adicional de Ed Cropley, Zandi Shabalala e Benon Oluka; Edição de Alistair Lyon)

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