National Geographic chega à tevê brasileira

Em seus 112 anos de existência, a National Geographic Society flagrou milhares de cenas que revelam os mistérios da natureza e da humidade. De qualidade impecável, os trabalhos da revista sempre foram sinônimo de excelência profissional, contribuindo para o avanço da fotografia, tanto pelo registro de cenas históricas como pelo investimento em novas técnicas. A partir desta quarta-feira, os melhores momentos dessas expedições poderão ser vistos na TV brasileira, através do National Geographic Channel Brasil, o primeiro canal a cabo da sociedade na América Latina.Para comemorar o lançamento, também a partir de quarta, estará aberta, no Viveiro Manequinho Lopes, a exposição Fotógrafas da National Geographic, com fotos feitas pelas 14 mulheres que integram a equipe de 70 fotógrafos da revista. Invadindo um território que, nos primeiros 26 anos da publicação era reservado aos homens, elas foram ganhando espaço e, hoje, documentam desde haréns e comunidades de gueixas até os mais violentos conflitos militares.A exposição reúne 55 trabalhos e já esteve no News Museum em Nova York. Vai passar por outras cidades brasileiras até o final de janeiro. As fotografias de profissionais como Sisse Brimberg, Susie Post e Jodi Cobb, entre outras, também renderam um livro com lançamento no Brasil previsto para dezembro.Por trás das lentes - Na semana de estréia do canal a cabo, o cotidiano dos fotógrafos e cineastas da National Geographic será destaque com a série Por Trás das Lentes, que enfoca os bastidores dos programas e a ousadia dos documentaristas. Amanhã, será exibido, às 22 horas, The War Photographers - Ron Haviv, sobre o fotógrafo Ron Haviv que, com menos de dez anos de carreira, já conquistou prêmios como o World Press por suas imagens de guerra. A francesa Isabel Ellsen documentou os conflitos no Golfo Pérsico e no Kosovo, é o tema de Self Portrait - Isabel Ellsen, atração de quinta-feira, também às 22 horas. É dela a famosa foto do estudante chinês em frente aos tanques de guerra na Praça Tianamen.Sem se restringir a documentários de natureza, a programação da nova emissora será composta por vários segmentos: antropologia urbana, fenômenos naturais, ciência e tecnologia, viagem e aventura, espaço, origem do homem, arqueologia e vida selvagem. Material não falta, pois a sociedade, que também possui um site (www.nationalgeographic.com), já investiu em mais de 6.500 expedições em todo o planeta. "Vamos apoiar pesquisas no Brasil e mostrar o que há de bom aqui", anunciou Kim McKay, vice-presidente de marketing e comunicações do canal.Criada há três anos, a emissora, que atinge 80 milhões de pessoas em 110 países, pretende conquistar 2 milhões de espectadores no País. A programação será transmitida pelas operadoras de TV a cabo Net e Sky, em substituição ao canal The Superstation, que sai do ar por tempo indeterminado.Fotógrafas da National Geographic - Diariamente, das 8 às 18 horas. Parque do Ibirapuera - Viveiro Manequinho Lopes. Avenida República do Líbano, portão 7. Até 5/11. Diariamente, das 8 às 18 horas. Sala de Exposições da Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania. Pátio do Colégio. Até 19/11. Patrocínio: National Geographic Channel.

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