National Geografic expande para TV

A partir de 1.º de novembro, entra no ar o National Geografic Channel International. O Brasil será o primeiro país das Américas a receber o canal, antes mesmo dos Estados Unidos. A programação, que substitui a do canal The Superestation, será transmitida pela Net, DireTV to Home e Sky e será incluída no pacote básico das emissoras. A proposta é atingir, no Brasil, 2 milhões de espectadores. Criada há 112 anos, a National Geografic Society possui uma revista, um site e a rede de TV, esta última criada há três anos. Atualmente, o canal atinge 80 milhões de espectadores em 110 países, sendo transmitido em 15 idiomas. Não somente restrita ao documentário de natureza, a programação será composta por vários segmentos: antropologia urbana, fenômenos naturais, ciência e tecnologia, viagem e aventura, espaço, a origem do homem, arqueologia e vida selvagem.Para suprir essa programação, a sociedade já investiu em mais de 6.500 expedições em todo o planeta. ?Vamos apoiar também pesquisas no Brasil e mostrar para o mundo o que há de bom aqui?, disse Kim McKay, vice-presidente de marketing e comunicações do National Geografic Channel. Ainda não está definido como será essa parceria entre pesquisadores brasileiros e o canal. ?Podemos tanto co-produzir documentários como adquirir produções prontas.?Presidido no Brasil por Orlando Vallone Jr., o canal National Geografic é um empreendimento das emissoras norte-americanas Fox e NBC. ?Esse lançamento é importante porque descobrimos no Brasil o melhor mercado da América Latina; aqui será nossa sede tanto administrativa como de programação?, informou Vallone.Nos Estados Unidos, o canal será lançado em janeiro. Ainda no primeiro semestre de 2001, será a vez do restante da América Latina e Portugal. ?Quanto à concorrência com o Discovery Channel, que já possui seis canais no País, temos o diferencial de financiar nossas expedições e valorizar a pesquisa geográfica?, afirmou Valonne.

Agencia Estado,

19 de setembro de 2000 | 15h10

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