Natalie Portman chega aos cinemas em 'Cisne Negro'

A atriz Natalie Portman já viveu cisnes negros e brancos em sua carreira. Desde sua estreia, aos 12 anos, em "O Profissional", em que ela contracena com o francês Jean Reno. Em "Cisne Negro", thriller psicológico que estreia hoje no Brasil, Natalie, 29 anos, teve a rara oportunidade de condensar as diversas personalidades que já viveu na ficção num só filme. Como resultado, recebeu sua primeira indicação ao Oscar de melhor atriz. Para muitos críticos, ela é a favorita a levar o prêmio, principalmente após vencer a categoria no Globo de Ouro, no mês passado.

AE, Agência Estado

04 de fevereiro de 2011 | 10h44

Em "Cisne Negro", sob a direção de Darren Aronofsky - o mesmo de "O Lutador" (2008), que reergueu Mickey Rourke, e "Réquiem Para um Sonho" (2000) -, Natalie dá vida a Nina, uma bailarina de uma companhia de balé de Nova York. Nina é a encarnação de Natalie na vida real. Uma moça certinha, centrada, perfeccionista ao extremo. Para passar veracidade nas cenas, a atriz teve aulas de balé por um ano. Disciplinada, Natalie se submeteu a treinos de até 8 horas por dia. Tudo para dar vida a Nina. E, principalmente, à sua transformação. A companhia de balé da qual ela participa, comandada por Thomas Leroy (Vincent Cassel), está em busca de uma nova estrela. Beth (Winona Ryder) se aposentará no fim da temporada.

Nina quer ser a Rainha dos Cisnes na nova encenação de O Lago dos Cisnes, do russo Tchaikovsky. Mas Leroy quer alguém que seja capaz de interpretar o Cisne Branco, mostrando a sua pureza e delicadeza, e o Cisne Negro, o oposto, que na imperfeição dos seus movimentos mostra uma despretensiosa sensualidade. "Se precisasse apenas de alguém para dançar como o Cisne Branco, seria você, Nina", diz Leroy. A personagem precisa se desconstruir, abandonar tudo em que acredita - a perfeição como ideal de beleza. Uma metáfora básica: deixar o lado negro aflorar. Aronofsky mostra que todos nós temos essa dicotomia interior. Um lado bom, branco, e o negro e irresponsável, maligno, animal e sensual.

Desde os 12 anos, Natalie se acostumou a viver personagens que se enquadravam em cada um desses padrões. Ela foi a Padmé Amidala, da nova trilogia "Guerra nas Estrelas", de 1999, 2002 e 2005, um perfeito cisne branco; mas também viveu a stripper Alice, em "Closer - Perto Demais", de 2004, atuação pela qual ela ganhou a primeira indicação ao Oscar, como atriz coadjuvante. Em "Cisne Negro", Natalie uniu bem essas personalidades distintas. As informações são do Jornal da Tarde.

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