Nascida para voar

Carlos Saldanha fala com exclusividade sobre Rio e a arara-azul que chega com a promessa de arrebentar

Luiz Carlos Merten, O Estado de S.Paulo

17 de março de 2011 | 00h00

Jornalistas de todo o mundo desembarcam no Brasil para acompanhar a visita do presidente dos EUA, Barack Obama. Na segunda-feira, quando eles estiverem embarcando de volta para seus países, uma nova batelada da imprensa internacional estará aportando em terras brasileiras para um evento muito mais leve, mas não destituído de ressonância midiática. A Fox promove, no Rio, a junkett da nova animação de Carlos Saldanha. Virão, novamente, jornalistas do mundo todo, onde Rio estreia dia 15 de abril, uma semana após a estreia brasileira, dia 8.

Bem antes disso, a imprensa estará toda no Rio para assistir a... Rio, que é como se chama o filme. O tapete vermelho, na próxima terça-feira, dia 22, promete. Virão o diretor Carlos Saldanha e também os astros e estrelas que emprestam suas vozes aos personagens. Anne Hathaway, Jesse Eisenberg e Jamie Foxx. Saldanha está voltando ao Brasil. No fim de semana, esteve em Abu Dhabi para ministrar uma master class sobre novas tecnologias, ao lado de James Cameron.

Por falar em fenômeno, o próprio Saldanha não deixa de se constituir em outro. Codiretor (com Chris Wedge) do primeiro A Era do Gelo, ele dirigiu sozinho o 2 e o 3, que estouraram em todo o mundo - e o terceiro filme, que fez quase 10 milhões de espectadores somente no Brasil (9,266 milhões), tomou de roldão as salas de todo o mundo, batendo recordes e levando a animação a picos de faturamento que deixaram para trás os campeões da Disney, Pixar e DreamWorks. O sucesso foi tão grande que Saldanha conseguiu da Fox quase US$ 100 milhões para realizar seu sonho.

Rio é uma celebração do Brasil por meio da história de uma arara-azul macho (Blu) que descobre o País (e o amor). No início, era para ser uma história de pinguins, mas quando Saldanha apresentou o projeto para possíveis investidores, a "pinguinlândia" se estabelecera em Hollywood, com vários filmes. Para continuar falando de aves, ele transformou seu pinguim numa arara que não consegue voar e que vive, no Rio, uma aventura singular. "É uma história de superação", define o diretor, que vive o momento de friozinho na barriga, anterior à estreia. Os olhos do mundo estarão no Rio, com Obama. O gringo número um chega num momento de crise (da sua administração) para descobrir o Brasil. A arara-azul chega, na sequência, para voar. Mais que o Cristo Redentor, o céu é o limite para o próprio Saldanha.

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