'Não sou lésbica', diz Oprah Winfrey, entre lágrimas

A apresentadora Oprah Winfrey negou entre lágrimas que seja lésbica, afirmando que os rumores constantes sobre seu relacionamento estreito com uma amiga são irritantes "porque significam que alguém deve pensar que estou mentindo".

REUTERS

08 de dezembro de 2010 | 18h03

A influente apresentadora de televisão falou da natureza de seu relacionamento de 20 anos com Gayle King em entrevista emotiva que concedeu à jornalista Barbara Walters e que será transmitida pela rede ABC na quinta-feira.

"Ela é a mãe que eu nunca tive. É a irmã que todos gostariam de ter. É a amiga que todo o mundo merece. Não conheço uma pessoa melhor que ela", disse Winfrey sobre Gayle King, esforçando-se para não chorar.

"Isso me está fazendo chorar porque estou pensando que eu provavelmente nunca disse isso a ela. Lenço de papel, por favor", ela acrescentou.

Gayle King e Oprah Winfrey, 56, se conheceram quando trabalhavam numa estação de TV local de Baltimore nos anos 1980 e desde então têm sido profissional e pessoalmente inseparáveis, levando a muitas especulações na mídia sobre a possibilidade de serem homossexuais.

"Não sou lésbica. Não sou nem mesmo mais ou menos lésbica", disse Winfrey a Walters, em um trecho da entrevista divulgado na quarta-feira. "E a razão pela qual isso me irrita é que isso quer dizer que alguém deve pensar que estou mentindo. Essa é a razão número um. Número dois: por que eu quereria esconder o fato? Não é assim que eu administro minha vida."

Winfrey, cujo programa diário de entrevistas é visto por milhões de pessoas nos Estados Unidos e 145 outros países, também mantém um relacionamento discreto de 20 anos com o empresário Graham Stedman.

(Reportagem de Jill Serjeant)

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