'Não sou ingênuo, sei que o sistema de arte mudou...'

Uma pergunta para Tadeu Chiarelli. Historiador e professor do Departamento de Artes Plásticas da USP

, O Estado de S.Paulo

22 de abril de 2010 | 00h00

Qual é seu projeto inicial para o MAC-USP?

Em primeiro lugar, queria que o museu fosse encarado como centro de arte fantástico, ainda mais pela coleção que possui (com cerca de 10 mil obras, incluindo os acervos em comodato e peças não catalogadas). Penso um eixo de atuação a partir da exibição inteligente da coleção do MAC, em que inclusive todas as exposições temporárias tenham diálogo direto ou indireto com o acervo. O museu tem grande coleção de arte contemporânea dos anos 1960 e 1970 e isso tem de ser valorizado. Mas o MAC tem de ter uma noção retrospectiva e também prospectiva. Penso que o museu pode ser um polo de discussões dinâmicas e cumprir seu papel importante como foi nos anos 1970. Não sou ingênuo e claro que sei que o sistema artístico e São Paulo mudaram.

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