'Não quero ser caricato. Faço o meu Paulo'

Entrevista com o ator Júlio Andrade

Entrevista com

O Estado de S.Paulo

27 de junho de 2013 | 02h18

Antes de começar a rodar Não Pare na Pista, o ator Júlio Andrade foi visitar Paulo Coelho em Genebra, na Suíça, onde o escritor vive. Sobre o processo, ele falou ao Estado.

Você já havia incorporado um outro grande nome, Gonzaguinha, agora vive Paulo Coelho. Teve medo do desafio?

Sim. Gonzaguinha sempre me foi próximo. Já o Paulo era mais distante. Nunca tinha imaginado vivê-lo. Mas sou movido por esses desafios.

Como foi o primeiro contato com ele em Genebra?

Foi estranho no início, mas depois foi muito bom. Ele tem uma energia que atrai. Havia um certo receio recíproco de um olhar para o outro. Tipo, 'é este cara que vai me fazer'? Mas ficamos parceiros. E me deu liberdade para criar.

Ele perguntou algo?

Sim. 'O que veio fazer aqui?' Respondi: 'Vim olhar nos seus olhos, pedir a bênção'.

Fez muita pesquisa sobre ele?

O suficiente. Não fui muito fundo para não cair no perigo de ser caricato. Estou fazendo o meu Paulo, assim como fiz o meu Gonzaguinha. Acho que este filme vai ser um presente para ele. Ainda mais no Brasil, onde ele ainda merece mais reconhecimento. / F.G.

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