A remontagem aparece no contexto dos 20 anos do grupo. Como é revisitar esse espetáculo depois de tanto tempo?

Entrevista com

24 de janeiro de 2012 | 03h14

Faz parte da vida do grupo estabelecer um olhar sobre nosso vasto repertório. A cada vez, sentimos tanto que podemos renovar a obra quanto ela nos renova. Sabemos que temos de nos atirar ao risco novamente para que a peça venha a ter a mesma vitalidade. Se fosse uma remontagem acomodada, empoeirada, certamente não a faríamos.

O Emílio Di Biasi é um diretor que tem um estilo muito diverso dos Parlapatões. Como foi o encontro de vocês?

Emílio é um dos grandes mestres do teatro brasileiro e foi um privilégio e uma honra ter trabalhado com ele. Retomar esta montagem é nossa pequena contribuição para homenageá-lo por tudo que ele representa para as artes cênicas no Brasil.

Por que voltar a uma peça e não criar uma nova?

Um grupo de teatro se reúne também pela possibilidade de manter um repertório. Não nos cobramos criações novas para não cair na fútil busca do ineditismo. Somos um grupo profícuo, com mais de uma montagem por ano, e também realizamos ações que revelam nossa estética provocativa, como O Pior de São Paulo. Fazemos muito e em várias direções propositalmente, para não ficarmos aprisionados pelas expectativas externas. / M.E.M.

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