Epitacio Pessoa/AE
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''Não, não tenho arrependimentos''

Joe, pai de Michael Jackson, lança livro com sua versão

Jotabê Medeiros, O Estado de S.Paulo

26 de novembro de 2010 | 00h00

O senhor está tentando ganhar dinheiro com a memória de Michael Jackson? A pergunta foi direta, no meio da coletiva de imprensa que o pai de Michael Jackson, Joe, concedeu ontem em São Paulo durante o lançamento do livro O Que Realmente Aconteceu a Michael Jackson (Mundo Editorial), escrito com Leonard Rowe, também presente. Na segunda, Joe autografará exemplares do volume em São Paulo.

"O que tento é trazer Justiça. Michael era um artista conhecido no mundo todo, e acho que todos os seus fãs procuram por Justiça", disse o pai do cantor, cujas sobrancelhas pintadas pareciam nunca se abalar com as questões difíceis. Assediado pela apresentadora Sabrina Sato, foi "intimado" a dançar o Moonwalk, passo que o filho tornou famoso, mas sem muito sucesso.

Joe afirmou que não tem arrependimentos na relação com o filho ("Tenho certeza que fiz tudo que podia. Ele nunca foi preso, nunca esteve na cadeia, nunca usou drogas, nunca passou fome"), disse que sempre foi muito próximo do filho e que se orgulha de Michael. Joe Jackson negou que a família tivesse qualquer conhecimento sobre as drogas que estavam sendo ministradas ao astro pop e que, se pudesse dar hoje um conselho a ele, era que tivesse cuidado com armadilhas do show biz.

"A mídia gosta de dizer que a família está tendo lucro com a morte de Michael. Mas não fala das pessoas que não deveriam lucrar com a morte de Michael e estão tendo lucro. Quem tem lucro com a obra de Elvis? Sua família. Quem tem lucro com a obra de John Lennon? Sua família. Isso é o correto, a família é que tem o direito", disse Leonard Rowe.

Segundo a editora, a primeira edição americana do livro saiu com um milhão de exemplares e esgotou-se em menos de quatro meses. A morte do artista, em junho de 2009, ocorreu após ingestão de medicamentos controlados. A editora divulgou release informando que Joe Jackson revelaria no livro fatos que sustentam que o Rei do Pop poderia ter sido assassinado, e desvendaria "lado maligno" da indústria do entretenimento. Leonardo Rowe disse que a empresa de shows A&G, que organizava a turnê de Michael, sabia de todos os passos das pessoas que o assessoravam - incluindo o médico Conrad Murray (que administrou o medicamento que foi letal para o cantor) e o advogado Dennis Ross, que fez os contratos.

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