'Não é novela, não é cinema: é uma estrutura muito peculiar'

O que marca a diferença desta temporada para a primeira?

Entrevista com

O Estado de S.Paulo

29 Setembro 2013 | 02h16

Para mim, a diferença maior está nos novos atores. Meu desafio é botar todo mundo no tom da série.

O que esperar das sextas, com os mesmos personagens?

A genialidade está na sexta-feira, quando a gente vê a fragilidade do terapeuta e entende o que ele pensa dos pacientes. Então, na segunda, você não assiste mais à série do mesmo jeito, já é cúmplice dele.

Você mexe no texto?

Mexo, é vivo. Se não tiver embocadura, vamos falar de outro jeito. A gente faz uma leitura com a Jaqueline (Vargas, roteirista), revê o que é preciso. No set, pode mudar de novo.

É que televisão tem um pouco esse zelo com os escritores.

De 'não pode mexer no meu texto'? Acho que só o Shakespeare podia fazer isso, acho isso um absurdo. Na estrutura, tudo bem, ninguém mexe.

Acha que o público tem ideia do quanto você interrompe

as gravações?

É tudo bem decupado, bem cortado, quem está em casa tem a impressão que os atores sentam ali e falam por 25 minutos com uma câmera apontada para cada um. Não. Falam blocos de duas palavras, muda posição de câmeras, fala outro bloco, tem divisão de atos, várias viradas. Não é novela, não é cinema: é muito peculiar. Por isso a gente não cansa de se surpreender com a estrutura narrativa. / C.P.

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