Nanine encena "A Morte do Caixeiro-Viajante"

Com A Morte do Caixeiro-Viajante, Marco Nanini acrescenta mais um grande personagem à sua vasta galeria. No clássico do americano Arthur Miller, ele será Willy Loman, o caixeiro-viajante que se descobre frustrado ao final da vida. Tenta abandonar a profissão, mas vive uma total inadequação às transformações sociais de seu tempo. É um dos principais personagens da dramaturgia mundial contemporânea, e sua última interpretação nacional foi a de Paulo Autran, em 1977. O texto foi encenado pela primeira vez na Broadway, em 1949, por Elia Kazan e rendeu um prêmio Pulitzer a Miller. A montagem de Nanini estréia hoje no Rio, no Teatro João Caetano. Em São Paulo, a temporada começa em 5 de setembro, no Sesc Vila Mariana. Desde muito Nanini, 55 anos, sabia que para manter a independência de sua carreira seria necessário encarar o desafio da produção. É um dos pioneiros entre os atores de sua época a dividir seu tempo, durante o processo de montagem de uma peça, entre a construção cênica do personagem e a produção. É o que faz novamente em A Morte do Caixeiro-Viajante. Se não fosse o produtor, não conseguiria realizar o projeto que considerava ideal, ou seja, reunir um grande elenco (são 13 atores) e montar a versão integral do texto, que tem dois atos e um réquiem.Para a direção, Nanini chamou Felipe Hirsch, com quem havia trabalhado em Os Solitários. "Nanini é um ator impressionante, que consegue, como poucos, habitar o emocional do personagem, tornando-o verossímil", comenta Felipe Hirsch. "E, além de ser um dos poucos a atingir a plenitude do papel, ele também tem a coragem de produzir um espetáculo dessa qualidade."

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