Na 'Valquíria' do Municipal do Rio, boas e más notícias

A difícil partitura pareceu um desafio além das possibilidades da sinfônica do teatro

O Estado de S.Paulo

23 de julho de 2013 | 02h15

RIO - A boa notícia da Valquíria estreada no dia 14 no Teatro Municipal do Rio é que a montagem, que relaciona a mitologia wagneriana com elementos da cultura brasileira, mantém sua força e frescor dois anos depois de sua estreia. A má notícia: a difícil partitura de Wagner pareceu um desafio além das possibilidades da sinfônica do teatro neste momento. Ainda assim, em algumas passagens, em especial no terceiro ato, durante o diálogo final de Brünhilde e Wotan, foi possível vislumbrar a regência fluida, a favor sempre do teatro, do maestro Luiz Malheiro. A Brünhilde de Eliane Coelho convence pela musicalidade, assim como Lício Bruno se mostrou mais à vontade como Wotan nesta sua segunda aparição no papel (a primeira havia sido em Manaus). Eiko Senda foi uma grande Sieglinde, no limite entre a delicadeza e a sensualidade, mas não teve em Zvetlan Michailov um Siegmund à altura. Savio Sperandio e Denise de Freitas estiveram impecáveis como Hunding e Fricka. Como as oito valquírias, atuaram Maíra Lautert, Veruschka Mainhard, Daniella Carvalho, Flávia Fernandes, Magda Belotti, Marina Considera, Carolina Faria e Daniela Mesquita. / J.L.S.

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